Cooperadores da Verdade
Cooperadores da Verdade
O que é Natal? Assim me perguntona dúvida de resposta confirmada. Sinto a palavra no todo esvaziada, não sei se paradoxo, enigma ou só assunto.
A bela cidade monumental de Elvas com sua vasta experiência de coragem e resistência, nomeadamente na Guerra das Laranjas, verá nas Invasões Francesas (a chamada Guerra Peninsular) mais um tempo de dificuldades e violência que leva a população alentejana a organizar-se.
Um elogio da gratidão: haverá na sociedade do tempo questão de abordagem mais difícil e, ao mesmo tempo, mais necessária?
“A União Europeia precisa de atrair imigrantes legais para fazer face ao inverno demográfico de que padece, para assegurar a ambição da transição energética e digital e enfrentar a falta de recursos humanos qualificados em áreas chave, de que o turismo e a saúde são exemplo”, considerou o deputado Carlos Zorrinho.
A Guerra das laranjas de 1801 que conheceu uma resistência decisiva em Elvas e entra a população de Campo Maior deu origem à já referida, nesta coluna e em várias publicações científicas, anexação de Olivença.
Torna-se decisivo para uma coluna como esta estar atento à História e à Cultura regional e às publicações, tanto antigas como actuais, que as abordam. Não podíamos por isso deixar passar e é importante dar aqui nota do livro (dois tomos) recém lançado em Badajoz: Foral Manuelino de Olivenza – 1510, carta de foral de Dom Manuel I que é essencial para todos os que gostam de História e das relações históricas entre localidades da fronteira luso-espanhola no Alentejo.
O seu primeiro desafio, e mais urgente, vai requerer energia. Portugal tem feito uma aposta considerável nas energias renováveis, em particular eólica e solar.
Temos escrito algumas notas que apontam a dimensão social e económica da comunidade elvense e da região do Alto Alentejo ao longo dos séculos. Ainda não nos tínhamos dedicado, porém, a tentar compreender a dimensão artística no mundo rural. E confirma-se a pujança.
Como disse Pequito Rebelo em A Terra Portuguesa de 1929, “Portugal é mediterrâneo por natureza, atlântico por posição.” É talvez a frase que melhor resume o clima em Portugal.