Pê de palcos, praças e paliativos
Pê de palcos, praças e paliativos
Chegados a Fevereiro, firmemente ligados a 2023 e empenhados em continuar a construir uma melhor versão de nós e do trabalho que aqui realizamos, voltamos novamente a 2022 para recuperar também as frases mais marcantes das notícias e das entrevistas que realizámos ao longo do ano passado. Porque há coisas que soaram mais alto e é importante destacar.
Os pescadores de Olhão sublevam-se e irão embarcar guiados pela sua grande experiência e conhecimentos marítimos numa pequena embarcação com cerca de 15 metros de comprimento navegando rumo ao Rio de Janeiro, para onde tinha embarcado a Corte portuguesa com vista a resistir a Napoleão.
Achava que Janeiro era o mês da calmaria, da languidez depois dos tumultos natalícios, dos balanços e dos inventários e, enfim, de um enorme aborrecimento geral. Que Elvas só se despertaria dessa enorme ressaca social pelo 14 de Janeiro, sobressaltada com os tiros das salvas. Afinal não, este ano as Linhas de Elvas quase que se diluíam entre muitas outras …
A bela cidade monumental de Elvas com sua vasta experiência de coragem e resistência, nomeadamente na Guerra das Laranjas, verá nas Invasões Francesas (a chamada Guerra Peninsular) mais um tempo de dificuldades e violência que leva a população alentejana a organizar-se.
Um elogio da gratidão: haverá na sociedade do tempo questão de abordagem mais difícil e, ao mesmo tempo, mais necessária?
A Guerra das laranjas de 1801 que conheceu uma resistência decisiva em Elvas e entra a população de Campo Maior deu origem à já referida, nesta coluna e em várias publicações científicas, anexação de Olivença.
Torna-se decisivo para uma coluna como esta estar atento à História e à Cultura regional e às publicações, tanto antigas como actuais, que as abordam. Não podíamos por isso deixar passar e é importante dar aqui nota do livro (dois tomos) recém lançado em Badajoz: Foral Manuelino de Olivenza – 1510, carta de foral de Dom Manuel I que é essencial para todos os que gostam de História e das relações históricas entre localidades da fronteira luso-espanhola no Alentejo.
O seu primeiro desafio, e mais urgente, vai requerer energia. Portugal tem feito uma aposta considerável nas energias renováveis, em particular eólica e solar.
Temos escrito algumas notas que apontam a dimensão social e económica da comunidade elvense e da região do Alto Alentejo ao longo dos séculos. Ainda não nos tínhamos dedicado, porém, a tentar compreender a dimensão artística no mundo rural. E confirma-se a pujança.