A vida só é vida depois de se atribuírem significados às coisas.
A vida só é vida depois de se atribuírem significados às coisas.
NISA: Devoção a S. Pedro, patrono de "pastores e creadores"
Não sou grande cinéfilo. Dedico pouco tempo à sétima arte e tenho um fraquinho por filmes antigos, o que me torna um grande ignorante sobre a maioria das novas obras-primas que estreiam nos ecrãs. Mas gosto de ler críticas a filmes e, entre esses escritos de especialistas e as poucas fitas que me encorajo a ver, acho que consigo pintar um panorama de como vai o cinema na actualidade. E acho que não vai nada bem.
É quase como irem ao Alentejo, sem lá irem. Ou sentirem-no, sem o ser. As palavras, as canções, as melodias, as histórias têm o poder de fazer as pessoas sentir algo sem o serem.
Na cidade, o economista, o gestor, o advogado, o analista e o consultor parecem todos fardados de igual.
Ficam pelo casalinho, certo? Ou querem três, para encher o carro?
Ser adulta é não estar no Alentejo. De repente os meus dias úteis, e muitos dos fins de semana, não são no Alentejo. De repente percebo que nem as férias letivas serão passadas no Alentejo. De repente percebo que sou adulta e ser adulta é não estar no Alentejo.
Chama-se Ali Berkkari. Imigrante argelino e muçulmano de religião, chegou há 2 anos a Portugal, depois de ter sido, também imigrante na Alemanha e em Espanha, há 7 anos que deixou o seu país, a Argélia e os contactos com a família e amigos têm sido feitos, até agora, através das redes sociais.
Todos nós já vivemos, pelo menos um dia que seja, a desejar que o sol se ponha e que nasça um novo, no entanto, é mais comum que se passe tempo a pensar no que já foi do que a imaginar o que ainda será.
Perguntei ao meu filho mais velho sobre o que deveria escrever esta semana. Ele não hesitou: “Sobre a Páscoa. E sobre Jesus, que não tem uma garrafa de vinho para beber com os amigos”.