A VASP, entidade que distribui jornais e revistas, vai reunir-se com a Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) em 4 de Fevereiro, disse à Lusa fonte da empresa.
A VASP, entidade que distribui jornais e revistas, vai reunir-se com a Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) em 4 de Fevereiro, disse à Lusa fonte da empresa.
O presidente do Conselho de Administração da VASP afirmou hoje que o objetivo da empresa é resolver a questão da distribuição da imprensa e que não quer "pedinchar nada".
O presidente do Conselho de Administração da VASP afirmou hoje que a empresa está na iminência de cortar rotas, referindo que não é viável distribuir jornais no interior do país.
A presidente da Associação Portuguesa de Imprensa (APImprensa), Cláudia Maia, alerta que a Vasp, responsável pela distribuição de jornais, tem de ter rotas que não podem dar prejuízo, incentivando ao aumento da concorrência.
A suspensão da distribuição de jornais no Interior, por parte da Vasp, representaria “um grave ataque ao direito à informação” afirmou o Conselho Geral da União Geral dos Trabalhadores (UGT) de Castelo Branco.
A presidente da ERC manifestou-se hoje preocupada com a questão da distribuição da imprensa, que considera grave, sublinhando que o órgão está disponível para ajudar neste âmbito, mas não tem competências nesta matéria. Helena Sousa falava na comissão parlamentar de Cultura, Comunicação, Juventude e Desporto, no âmbito da audição da entidade sobre os relatórios da regulação e do relatório de atividades de contas do ano passado. "Percebemos há uma redução do acesso das populações, essencialmente as que vivem em zonas de baixa densidade, que vivem no interior", referiu a responsável, considerando que os direitos de acesso à imprensa não podem estar centrados no litoral.
A Comunidade Intermunicipal (CIM) do Douro manifestou-se “profundamente preocupada” e demonstrou ao Governo disponibilidade para colaborar numa solução que assegure a distribuição diária de jornais no Interior do país a partir de janeiro de 2026.
O fim da distribuição de jornais nos distritos do interior do país vai “agravar os problemas de coesão territorial” em Portugal, considera Gouveia e Melo, que defende a intervenção do Estado para resolver “problemas que o mercado não resolve”.
O PS acusou hoje o Governo de imobilismo quanto ao perigo de redução da distribuição de jornais no interior e disse estar disponível para soluções legislativas sobre o tema.
Diretores de imprensa escrita de informação geral e temática lançaram hoje um “seríssimo alerta” devido à degradação da indústria da impressão e asfixia das cadeias de distribuição e pela defesa da imprensa.