Queridos leitores,
 Também eu me sinto da extensa família do “Linhas”; a dos colaboradores e dos leitores. Não faz muito tempo que partilhei por estas Linhas pequenos vislumbres do que me ia na alma, com todas as suas flores e tempestades. Infelizmente, porque a vida profissional assim me obrigou, tive que me afastar para me poder entregar com uma tese em mãos às demandas de professores e autores de referência.
No entanto, por estes dias, os meus professores estão em casa, tal como eu, e por isso quem mais me vai ensinando talvez seja o tempo. Nesta altura crítica que todos atravessamos, venho deixar um convite: Convido-vos a entrar nos meus dias, nas minhas horas, na minha casa, sem saírem da vossa. Convido-vos a conhecer a minha irmã, a única pessoa com quem partilho agora casa e que considero de valentia máxima por se atrever a isolar-se comigo. Convido-vos a sentirem a areia nos pés quando vou de madrugada à praia ver os pescadores a regressarem à costa. Convido-vos a apanhar os raios de primavera na varanda até sentir as pestanas beijadas pelo sol. Convido-vos a partilhar nestes dias de quarentenas forçadas.
É urgente continuar a ter palavras bonitas no papel quando lá fora não está tudo tão bonito assim. Aceite este meu convite, faça uma bebida quente com um bolo de laranja e prepare a sua casa para me receber. Prometo levar-lhe as mais singelas histórias ao domicílio: no site ou na versão impressa do jornal desta grande família do “Linhas”.
 
 
Para partilhas, desabafos e tantas outras histórias, deixo-lhe o meu contacto: [email protected]
 

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