O Alentejo deu hoje, dia 2 de abril, dia em que a Constituição da República Portuguesa cumpre 50 anos, um novo passo na defesa da regionalização com o lançamento oficial da Plataforma Alentejo Pela Regionalização, um movimento cívico, plural e independente que pretende “devolver às populações o poder de decidir o rumo da sua terra”.
A iniciativa, apresentada simbolicamente em abril – mês da Liberdade e da Constituição – nasce inspirada nos valores de Abril e no espírito democrático da Constituição da República Portuguesa. De acordo com o manifesto fundador, “o tempo da espera e da resignação terminou”.
O movimento defende que a regionalização é mais do que uma reforma administrativa, sendo antes “uma exigência democrática”: garantir que as decisões sobre o Alentejo são tomadas no Alentejo e por quem nele vive. A Plataforma propõe-se reunir cidadãos, instituições e movimentos em torno de um objetivo comum – reforçar a autonomia decisória e a justiça territorial.
Entre as prioridades apresentadas estão a conquista de uma autonomia real para as sub-regiões, o investimento urgente em infraestruturas – com destaque para a ferrovia e rede rodoviária – e a construção de soluções a partir do território, incentivando a cooperação e a responsabilidade partilhada.
A Plataforma Alentejo Pela Regionalização rejeita divisões partidárias e apresenta-se como um espaço de convergência e mobilização cívica. “Trata-se de participar, debater e construir um novo modelo de governação mais próximo, mais justo e mais eficaz”, sublinham os promotores.
Com este lançamento, o Alentejo afirma a sua vontade de decidir o próprio destino e reforça a exigência de um modelo de desenvolvimento desenhado a partir da região e para a região.
A Comissão Promotora da plataforma é composta por Marco Oliveira, Fernando Gomes e Pedro Barreto.

