O Tribunal de Portalegre condenou uma mulher, de 25 anos, numa pena de seis anos de prisão efectiva por nove crimes de burla informática e nove crimes de falsidade informática, divulgou o Ministério Público (MP).
Em comunicado publicado no site da Procuradoria-Geral Regional de Évora, o MP explicou que o acórdão do Juízo Central Cível e Criminal de Portalegre foi proferido no dia 25 de Fevereiro.
Segundo o Ministério Público, “o tribunal deu como provado” que a arguida “decidiu apropriar-se de quantias monetárias existentes em contas bancárias pertencentes a terceiros, de forma ilegítima, através da aplicação MBway, mediante plano previamente elaborado juntamente com outros indivíduos não concretamente identificados”.
“Para tal, contactava vendedores de artigos anunciados no OLX, mostrando interesse na compra dos mesmos, prontificando-se a fazer o pagamento através de MBway”, adiantou o MP.
Assim, segundo o comunicado, “dava instruções às vítimas do que deveriam fazer para poderem receber o pagamento, quando, na verdade, aquelas estavam a facultar-lhes pleno acesso às contas”.
“O Tribunal ponderou o alarme social provocado pelas condutas da natureza das que estão em causa nos autos (burlas MBway), face ao número e frequência da sua ocorrência”, acrescentou o MP.
O colectivo de juízes “atendeu ainda ao grau de ilicitude dos factos, elevado, tendo em consideração o valor global de que a arguida se apropriou”, 13.950 euros.
TCA // JLG
Lusa
