A hora de almoço tem sido a minha hora favorita. O tempo não é contado e por isso passa a correr. Cabem várias horas dentro dela e as gargalhadas são do mais puro que tem acontecido por aqui.
A hora de almoço tem sido a minha hora favorita. O tempo não é contado e por isso passa a correr. Cabem várias horas dentro dela e as gargalhadas são do mais puro que tem acontecido por aqui.
Na continuação do meu anterior artigo, seguem os restantes os passos para atenuar os sintomas de ansiedade
Tínhamos voltado a Elvas. Lá fora ouviam-se os insectos que sempre aparecem para cantar à noite e a lua iluminava as paredes brancas da cidade lá ao fundo. Numa casa de cinco, agora duas.
Diminua a Ansiedade causada pela COVID-19 em nove passos
A actual pandemia pode acelerar, ainda que de forma indirecta, a transição de fontes de energia fóssil para outras formas de energia
Acresce que a pandemia veio acordar em cada de um nós, de forma violenta, a consciência da nossa fragilidade - da precariedade humana Fragilidade que esquecemos em épocas de prosperidade, iludidos que andamos então por seguranças falsas.
Contava-te, avó, que não poderias sair ao degrau vermelho da porta para sentir a brisa vespertina da vila sem que o raio de um bicho mau invisível quisesse logo entrar.
Sete da tarde. Já vou sentindo que o relógio anda agora para trás e que o retrocesso das horas me traz más notícias do meu país. Vou sentindo que há uma humidade mais pesada no ar e que a humanidade que enchia as casas é agora substituída por esperas, angústias e desencontros.
Chaves, lista, sacos. Não quero levar nada a mais que o necessário. Faço uma dança que apalpa os bolsos e revista com olhos atentos a casa à minha volta. Está tudo? Está. Os sapatos? Estão lá fora, do outro dia.
O percurso quaresmal já leva muitos dias em cima e chega agora ao fim, mas no seu princípio – como acontece todos os anos – revesti-me de um espírito ascético que me fez crer ser possível renunciar a todas as coisas do mundo naquele imediato momento.