A Internet e as tecnologias digitais estão a transformar o mundo em que vivemos. No entanto continuam a existir obstáculos que impedem os cidadãos, as empresas e mesmo os governos de tirar pleno partido destas ferramentas. Estima-se que uma melhor cooperação a nível europeu para estabelecer um mercado único digital pode minorar estes obstáculos e dar um contributo para a economia europeia que rondará os 415 mil milhões de euros, impulsionando o emprego, o crescimento, o investimento e a inovação.
A iniciativa “Mercado Único Digital”, agora lançada pela Comissão Europeia estrutura-se em torno de três vertentes:
Em primeiro lugar, ao eliminar as discrepâncias injustificáveis entre os diversos regulamentos nacionais, a União Europeia facilita o comércio, tornando-o mais rápido e acessível. As startups e empresas tecnológicas poderão assim atingir novos mercados e ultrapassar a escala nacional – condição necessária à melhoria dos seus serviços e à criação de postos de trabalho. Os consumidores também serão beneficiados, seja porque têm acesso a mais opções de compra, seja pela redução de tarifas nos serviços que usam. Um exemplo de sucesso nesta área foi o fim do roaming: agora o preço das chamadas e mensagens mantém-se mesmo que sejam realizadas num Estado Membro que não seja o Estado Membro de origem do consumidor.
Depois, em segundo lugar, porque o progresso deve ser acompanhado de inclusão, a União Europeia está consciente da necessidade de promover a expansão da internet, fazendo-a chegar com qualidade a toda a população europeia. Além disso, para aqueles que não cresceram no mundo virtual e têm direito a conhecê-lo, deve apostar-se na educação para as novas tecnologias – só assim é que o contacto com este novo universo a todos beneficiará. Um portal digital único, que interliga os serviços dos diferentes países europeus, também oferecerá uma nova dimensão à cidadania, que deve ser explorada e cujo acesso deve ser garantido equitativamente.
Por fim, importa não esquecer que esta iniciativa também exige a segurança e privacidade dos utilizadores online. É com este propósito que se realiza neste mês de Outubro a 5ª edição do Mês Europeu da Cibersegurança, que visa sensibilizar a população para as ameaças existentes no universo cibernético e promover a segurança para cidadãos e organizações, através da educação e partilha de boas práticas. No âmbito desta campanha um total de 354 actividades terão lugar nos 28 Estados-Membros da União Europeia. Tal como Andrus Ansip, Vice-Presidente da Comissão Europeia e encarregue do Mercado Único Digital, destacou, a Cibersegurança é a base para o mundo digital e uma responsabilidade partilhada entre todos os seus utilizadores. Só uma abordagem comum permite uma supervisão eficaz e a contenção de possíveis ameaças.
É objectivo da União Europeia e da Comissão Juncker que os seus cidadãos e empresas possam aceder, sem problemas e de igual forma, seja qual for a sua nacionalidade e o sítio onde vivem, a um mercado digital comum. Além de assegurar a liderança da União Europeia na economia digital, pretende-se com esta iniciativa melhorar a qualidade de vida de todos os cidadãos europeus, permitindo um acesso renovado e seguro a uma nova esfera de oportunidades.

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