O pianista Chico Pérez encantou o público do Auditório Municipal Ricardo Carapeto, em Badajoz, no âmbito do Festival Badasom, na noite de 2 de julho.

Chico Pérez apresentou, pela primeira vez ao vivo em Badajoz, o seu repertório, e fê-lo em grande estilo. Acompanhado pela sua banda – Fiti Esteba, no baixo, e Guille Cortés, na bateria – e pela Orquestra da Estremadura, sob a direção de Miguel Morán, proporcionou um concerto memorável numa noite tórrida, mas repleta de emoção. A sedutora e esplêndida voz de Gabriela Giménez elevou ainda mais a intensidade do espetáculo, conquistando por completo o auditório.

O jovem pianista é, atualmente, um dos músicos e compositores mais aclamados das cenas do flamenco e do jazz, conquistando tanto a crítica como o público com o seu virtuosismo em todas as cidades por onde passa.

O espetáculo proporcionou ao público pacense uma experiência vibrante e comovente, apresentando uma música enraizada no flamenco, mas enriquecida por influências do jazz e da música clássica — uma fusão que seduz e encanta os ouvintes, transcendendo rótulos musicais. Ao som de Gruserías, o público rendeu-se por completo. Chico Pérez revela um estilo singular e versátil, podendo afirmar-se, sem exagero, que é uma das grandes sensações do piano na atualidade.

Esta sexta-feira, o Festival Badasom recebe Los Vivancos Live, um espetáculo que reúne os melhores momentos de 7 Hermanos, Aeternum e Nacidos para Bailar. Os irmãos Vivancos levam ao palco a imortalidade da arte, fundindo ballet, dança contemporânea, folclore, artes marciais e sapateado num espetáculo grandioso, que alia a fantasia romântica ao vigor físico.

Vivancos Live combina expressão artística com efeitos visuais de grande impacto. É um espetáculo que deslumbra pela diversidade musical, percorrendo o flamenco, o rock e os grandes clássicos, envolvendo o público numa atmosfera verdadeiramente cinematográfica.

O Badasom termina no sábado, 4 de julho, com a atuação de Carminho.

Eu Vou Morrer de Amor ou Resistir é o sétimo álbum da carreira da fadista portuguesa e confirma a sua profunda dedicação à exploração contínua do fado em todas as suas formas, consolidando uma identidade artística singular que faz de Carminho uma figura incontornável da música portuguesa.

Inspirando-se na voz, na presença feminina e na fluidez inerente ao género, Carminho abre espaço à fusão entre a música experimental e a essência emocional do fado, proporcionando uma experiência de concerto que promete não deixar ninguém indiferente. Em palco será acompanhada por André Dias, na guitarra portuguesa, Flávio Cardoso, na viola de fado, Pedro Geraldes, na guitarra elétrica e lap steel, Tiago Maia, no contrabaixo acústico, e João Gomes, no Mellotron, Ondes Martenot e Cristal Baschet.

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