Todo o interior Norte e Centro do país está hoje em perigo máximo de incêndio, que atinge igualmente alguns concelhos dos distritos de Faro, Évora e Leiria, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
O IPMA calocou ainda em risco muito elevado e elevado todo o restante território de Portugal continental, à esceção de seis concelhos do litoral nos distritos de Braga (Esposende), Aveiro (Ílhavo, Aveiro e Murtosa), Leiria (Peniche) e Lisboa (Lourinhã), isto numa altura em que o país enfrenta uma nova onda de calor.
O perigo de incêndio rural determinado pelo IPMA tem cinco níveis, que vão de reduzido a máximo. Os cálculos são obtidos a partir da temperatura do ar, humidade relativa, velocidade do vento e quantidade de precipitação nas 24 horas anteriores.
No início da semana, o IPMA alertou para o aproximar de “um longo período com tempo quente e seco”, com a temperatura máxima a atingir valores entre 40 e 43°C no Vale do Tejo e no Alentejo a partir de hoje e que se estenderá a outras regiões do país ao longo da semana.
Na quarta-feira, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) alertou para o perigo de incêndio rural “muito elevado a máximo” em todo o território nos próximos dias devido à previsão de tempo quente, recomendando à população medidas preventivas.
Em comunicado, a ANEPC refere que o agravamento das condições meteorológicas para os próximos dias tem como “efeitos expectáveis” o agravamento do perigo de incêndio, com condições favoráveis à eventual ocorrência e propagação de incêndios rurais, bem como o aumento da dificuldade das ações de supressão, na generalidade do território continental.
Como consequência, a ANEPC elevou o Estado de Prontidão Especial para o nível III, tendo em conta o previsível “agravamento muito significativo” do perigo de incêndios rurais nos próximos dias.
O EPE de nível III da Proteção Civil é um nível intermédio/alto de alerta, que determina o reforço de meios e a prontidão reforçada das equipas de socorro e operacionais para intervenção iminente ou resposta a situações de catástrofe, numa escala com quatro níveis progressivos.
Como medidas preventivas, recorda que é proibido fazer queimadas extensivas, usar fogo para cozinhar alimentos em todo o espaço rural, exceto em locais autorizados, queima de amontoados, usar motorroçadoras, corta-matos e destroçadores e fumigar ou desinfestar apiários sem dispositivos de retenção de faúlhas.
Para proteger a saúde do calor, a Proteção Civil recomenda especial atenção com os doentes crónicos, crianças e idosos.
No mesmo sentido, aponta a importância de se beber mais água, pelo menos 1,5 litros (o equivalente a oito copos), aplicar a cada duas horas protetor solar com fator superior a 30, usar chapéu e roupas claras, largas e frescas e optar por refeições leves.
Também por causa da persistência das temperaturas elevadas, o IPMA elevou a partir de sexta-feira a 12 distritos o aviso vermelho (o mais grave).
Hoje estão sob aviso vermelho os distritos de Beja, Évora, Portalegre, Setúbal e Lisboa, estendendo-se na sexta-feira a Leiria, Coimbra, Aveiro, Braga e Viana do Castelo.

SO (PC) // CAD
Lusa/fim

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