O aviso vermelho devido ao calor vai ser alargado a partir de quinta-feira a Santarém, Portalegre, Évora e Beja, além de Lisboa e Setúbal, estendendo-se na sexta-feira a Viana do Castelo, Braga, Porto e Aveiro, além de Coimbra e Leiria.
De acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), 12 dos 18 distritos de Portugal continental vão estar sob aviso vermelho (o mais grave de uma escala de três), a partir de quinta-feira e até pelo menos sábado, devido à previsão de tempo quente, com “persistência de valores extremamente elevados de temperatura, quer da máxima, quer da mínima”.
Os restantes seis distritos do continente, designadamente Vila Real, Bragança, Viseu, Guarda, Castelo Branco e Faro, vão estar sob aviso laranja (o segundo mais grave), entre quinta-feira e sábado, segundo o IPMA.
As anteriores previsões meteorológicas, divulgadas na manhã de hoje, colocavam os distritos de Lisboa e Setúbal sob aviso vermelho por causa do calor a partir de quinta-feira, estendendo-se na sexta-feira a Coimbra e Leiria.
O aviso vermelho é o mais grave e surge numa altura em que Portugal entra num período de temperaturas elevadas, com máximas que podem chegar aos 44 graus Celsius (ºC) e mínimas entre os 24ºC e os 28ºC.
Além dos avisos a partir de quinta-feira, ao dia de hoje (quarta-feira), a partir das 17:30, há quatro distritos sob aviso laranja de tempo quente, nomeadamente Castelo Branco, Portalegre, Évora e Beja, e os restantes 14 distritos estão sob aviso amarelo (o menos grave).
Numa nota divulgada na terça-feira, o IPMA alertou que se prevê um “longo período com tempo quente e seco”, com a temperatura máxima a atingir valores entre 35 e 41°C na generalidade do território, sendo entre 41 e 44°C no vale do Tejo e no Alentejo já a partir de hoje.
“A temperatura mínima irá registar valores superiores a 20°C igualmente em grande parte do continente, havendo regiões onde as temperaturas poderão não baixar dos 24 a 28°C durante várias noites, entre as quais a Grande Lisboa”, acrescenta a nota.
Quanto à duração temporal deste período de tempo quente e seco, o IPMA diz que “está previsto ser de, pelo menos, uma semana”.
Por causa do calor, os hospitais já ativaram o nível mais baixo dos planos de contingência e a ministra da Saúde, Ana Paula Martins, disse que as unidades estão preparadas, mas admitiu dificuldades devido à falta de recursos humanos.
As autoridades de saúde preveem um aumento da mortalidade nos próximos dias, em que está prevista uma onda de calor, com temperaturas máximas que podem chegar aos 44ºC, disse hoje a secretária de Estado da Saúde, Ana Povo.
A governante salientou que esta informação reforça a importância de antecipar medidas de prevenção e de proteção das pessoas em maior risco, como idosos, crianças, grávidas e pessoas com doenças crónicas.
No âmbito do plano de saúde para as ondas de calor, os municípios estão a identificar locais de abrigo temporário climatizados, que poderão ser ativados sempre que a situação climatérica o justifique, para acolher pessoas mais vulneráreis às temperaturas altas previstas para os próximos dias.
Também a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) elevou o estado de prontidão especial para o nível III, tendo em conta o previsível “agravamento muito significativo” do perigo de incêndios rurais nos próximos dias.

SSM (SO/MPE/PC) // MCL
Lusa/Fim

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