O presidente eleito da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo, Ricardo Pinheiro, obteve 74,5% dos votos, substituindo no cargo António Ceia da Silva, revelou hoje a Direção-Geral das Autarquias Locais (DGAL).
Segundo o edital do apuramento geral dos resultados provisórios do ato eleitoral, publicado na página de Internet da DGAL, votaram nas eleições para a CCDR do Alentejo, realizadas na segunda-feira, 934 (72,7%) dos 1.284 autarcas eleitores inscritos.
Além dos 696 votos (74,5%) no único candidato ao cargo de presidente, o socialista Ricardo Pinheiro, foram também contabilizados 210 votos brancos (22,4%) e 28 nulos (2,9%), informou a DGAL.
Em declarações à agência Lusa, na segunda-feira à noite, o presidente eleito da CCDR do Alentejo, que vai substituir António Ceia da Silva quanto tomar posse, prometeu pugnar pela “defesa e afirmação” da região, privilegiando uma governação de proximidade entre os vários territórios alentejanos.
“Tenho a certeza absoluta que, se somarmos cada um dos ‘Alentejos’ [aludindo aos vários territórios da região], vamos ter um Alentejo muito maior do que cada um de nós”, afirmou.
Os candidatos a presidentes das cinco CCDR do país propostos por PSD e PS, num acordo eleitoral, foram eleitos na segunda-feira, em eleições indiretas, por colégios de autarcas.
Em comunicado, na segunda-feira à noite, o Ministério da Economia e da Coesão anunciou terem sido eleitos Álvaro Santos (PSD) na CCDR-Norte, Ribau Esteves (PSD) no Centro, Teresa Mourão Almeida (PS) em Lisboa e Vale do Tejo, Ricardo Pinheiro (PS) no Alentejo e José Apolinário (PS) no Algarve.
Nas declarações à Lusa, Ricardo Pinheiro agradeceu o trabalho dos antecessores no cargo e disse querer “introduzir um espírito de proximidade, de velocidade, de eficácia e de eficiência” na governação do organismo.
“É extraordinariamente importante que essa dimensão de proximidade e de confiança do território se traduza numa ação diária onde a perceção e o enquadramento das necessidades de cada uma das NUTS III [unidades territoriais de nível 3] do território do Alentejo se possa fazer representar, tanto no enquadramento nacional, mas também no enquadramento europeu”, sublinhou.
Ricardo Pinheiro estabeleceu como ambições do mandato deixar “uma marca de defesa do Alentejo, de afirmação do Alentejo” e concretizar “os objetivos deste povo, que, durante muitos anos, viu perder pessoas para outras zonas do país e até [para] fora do país”.
“Precisamos de fazer um reencontro com a verdadeira essência do Alentejo e o potencial do Alentejo, para podemos dizer todos que é um espaço e um lugar ótimo para vivermos, criar os nossos filhos e, acima de tudo, continuar a criar o sonho que os nossos antepassados fizeram na construção da região”, acrescentou.
Também na segunda-feira, Aníbal Costa (PS) foi reeleito vice-presidente da CCDR do Alentejo pelos presidentes das câmaras da região.
Dos 47 presidentes de câmara que compunham o colégio eleitoral, votaram 39, dos quais 36 no candidato único, a que se juntam três abstenções, de acordo com os resultados provisórios da DGAL.
RRL (SM/RCS) // VAM
Lusa/Fim
