A feira taurina de São João em Badajoz foi constituída este ano por duas corridas de toiros, que tiveram lugar quinta-feira dia vinte e quatro de Junho e sábado dia vinte seis.

O primeiro cartel tinha como aliciante a presença do jovem Toureiro português João Silva “El Juanito”, que levou atrás de si uma enormidade de público português que quis apoiar e desfrutar do bom toureio desta jovem e séria promessa. Não defraudou Juanito, cortou logo dois troféus no seu primeiro e mais uma orelha no segundo do seu lote, saindo em ombros e sendo um dos triunfadores da tarde.

Outro dos triunfadores da tarde foi António Ferrera, Toureiro talismã para a praça de Pardaleras, no primeiro toiro do lote sorteado Ferrera tirou-lhe tudo mas o astado não permitiu o triunfo desejado e Ferrera foi aplaudido, já no seu segundo teve pela frente um toiro de bandeira , para o qual foi pedido o indulto, um toiro que investia de todos os terrenos e de largo , o que permitiu grandes e intermináveis momentos de bom toureio, com o presidente a negar o indulto Ferrera entrou a matar citando de praça a praça com o toiro a galopar e deixando o de Villafranco del Guadiana um estoconazo, o prémio não podia ter sido outro: duas orelhas e rabo, e volta para o toiro.

Morante de la Puebla sorteou o pior lote da tarde, no seu primeiro, um toiro perigoso e complicado ao qual o toureiro tentou por tudo sacar faena , no segundo abreviou e o respeitável compreendeu a falta de matéria para bordar o seu peculiar toureio.

Lidou-se um curro de toiros da ganadaria de Zalduendo bem apresentados , com destaque e nota alta para o lidado em quarto lugar e nota negativa para o lote de Morante.

A segunda corrida da feira tinha mais uma vez a presença de António Ferrera, que uma vez mais fez história nesta praça, também mais uma vez se apresentou sozinho aos comandos do seu clássico Renault 12. No que abriu a tarde Ferrera tudo fez para sacar triunfo, mas fica a disposição e foi fortemente aplaudido. O seu segundo foi recebido á verónica debaixo de fortes aplausos, depois de ter deixado uns tempos de executar o seu tércio estrela, o de bandarilhas, Ferrera resolveu bandarilhar este toiro, três pares extraordinários sendo o terceiro em sorte de violino. Na saída do segundo foi perseguido pelo toiro que o agarrou já ao saltar como pôde as tábuas, recompôs-se crava o terceiro par e corta duas orelhas depois de grande faena. Terminada a volta, ingressa na enfermaria onde é intervenido de uma cornada interna de cerca de quinze centímetros, suturado e tratado viaja para Alicante onde quer tourear no dia seguinte para homenagear José Mari Manzanares (Pai). Realmente não há dúvida que os toureiros são feitos de uma outra “pasta” e Ferrera sem dúvida que é de uma”pasta” muito especial.

Emílio de Justo também evidenciou em Badajoz o grande momento que atravessa, no primeiro do seu lote cortou um troféu e no seu segundo e fruto de uma faena “esquisita” cortou as duas orelhas.

Também o jovem Oliventino Gines Marin colheu grande triunfo nesta última tarde do ciclo, cortou duas orelhas no primeiro toiro e uma no que fechou a tarde. Grande momento que Marin atravessa mostrando enorme consistência no seu toureio com os olhos postos em alcançar o posto dificílimo de ser figura do Toureio.

Foi lidado um excelente e exigente curro da ganadaria de Vitoriano del Rio.

Nas duas corridas a presença de público foi enorme, esgotando praticamente a lotação permitida pelas normas em vigor , que no caso da praça de toiros de Badajoz estamos a falar de cerca de cinco mil e quinhentas pessoas.

Antonio Ferrera na corrida de Domingo, realizada em Alicante, saiu em ombros.

Herlander Coutinho

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