Não poderia deixar passar em claro o aniversário, no passado dia 6, dos 100 anos do PCP. No dia 6 de março de 2021, como consequência do movimento operário português era fundado o Partido Comunista Português. Partido que desde então ficou e se mantem ligado a muitos avanços e conquistas dos trabalhadores e do povo Português através directa ou indirectamenta da sua iniciativa, intervenção e luta. Um partido orgulhoso da sua história que vem aprendendo com a sua própria experiência e movimento comunista internacional e que lhe permite e tem permitido assumir o presente e o futuro com a confiança exigida e atitude adequada e que em certas áreas poderá ir um pouco mais longe. Um partido que tem na sua génese a luta contra a exploração do homem pelo homem, contra o empobrecimento, pela defesa e conquista de direitos, melhoria das condições de vida, progresso e transformação social, pelo direito a ser feliz, pela liberdade, pela solidariedade, democracia e socialismo.

Partido de base teórica revolucionária apoiada no marxismo leninismo destacam-se algumas das suas lutas, conquistas e intervenções passadas, presentes e futuras tais como:

– Luta, sem igual, contra o fascismo;

-Luta pela liberdade e democracia avançada inspirada nos valores de abril;

-Luta contra o colonialismo e guerras e pelo direito à independência das colónias portuguesas;

-Luta pela independência e soberania nacional;

-Luta pela paz, amizade e cooperação entre os povos;

-Luta por uma política patriótica e esquerda;

-Luta pelo socialismo e comunismo em oposição ao capitalismo selvagem e ultraliberalismo gerador de um crises profundas e recorrentes com consequências e feitos desastrosos ao nível social, político e económico agravados pela submissão aos interesses do grande capital e das imposições da união europeia e do euro.

O PCP enumeras vezes é diabolizada por ser injustamente comparado com realidades passadas e presentes de outras latitudes que se por um lado desvirtuaram/desvirtuam e instrumentalizaram/instrumentalizam a base teórica do Partido desviando a atenção do que é essencial – a sua intervenção – ao nível interno.  Por outro lado, ao nível externo, através da acção subversiva e de ingerência de diversos países em especial os EUA, encapotada e indesmentível, junto de países de corrente comunista tendo como objetivo derrubar as suas lideranças desrespeitando estados soberanos e independentes e a pretexto do “papão comunista” aí se instalaram para os policiarem explorando seus recursos a troco de nada. Ou não cedendo apostarem nas sanções económicas para os obrigar a vergar até definhar. O Partido Comunista Português tem provado e demonstrada, contra todas as manipulações internas e externas, ao país e ao povo que tem sido, é e será um partido necessário e imprescindível em Portugal. Não estamos na Coreia do Norte como querem fazer querer aqueles que continuam a tirar pedras do sapato como quem vaticina o fim do PCP.

Filipe Mota é licenciado em Gestão e Organização de Empresas pela Universidade de Évora

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