O meu pai criou-me livre!
Na altura em que me criei, os pais eram austeros. Porque os pais desses pais também o eram. Se pensarmos na forma como as crianças eram educadas  antes da moda dos manuais de auto-ajuda e do recurso a educadores externos, “super nannys”, e doutores da educação pseudocientífica, havia uma espécie de transmissão geracional dos métodos educativos. Tipo: “o teu avô deu-me uns bons açoites, que fizeram milagres; agora é a minha vez de te afinfar, para aprenderes.” Por mais que no papel de filhos se tivessem sentido injustiçados ou vítimas, uma vez chegados à maternidade e à paternidade, e a braços com a irrequietude infantil (deixemo-nos de fantasias, porque em regra os putos são todos terríveis), os novos pais de então reconheciam a eficácia da educação por vezes coerciva que tiveram. E aplicavam-na aos seus rebentos.  […….] .
Jornalista
O artigo que escolheu faz parte integrante da edição do semanário Linhas de Elvas de 25 de Janeiro de 2018.  Para continuar a ler, proceda à assinatura em versão papel ou digital do jornal “Linhas de Elvas”
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