O presidente do Conselho de Administração da VASP afirmou hoje que a empresa está na iminência de cortar rotas, referindo que não é viável distribuir jornais no interior do país.
O presidente do Conselho de Administração da VASP afirmou hoje que a empresa está na iminência de cortar rotas, referindo que não é viável distribuir jornais no interior do país.
A presidente da Associação Portuguesa de Imprensa disse, no dia 16 de Janeiro, à Lusa que o que é importante é que haja uma solução para a distribuição da imprensa, seja ela qual for, uma vez que até agora nada aconteceu.
A VASP vai ser ouvida no parlamento sobre a questão da distribuição de imprensa na terça-feira, na sequência da eventual necessidade de fazer ajustamentos em oito distritos, confirmou hoje à Lusa o administrador Rui Moura.
A presidente da Associação Portuguesa de Imprensa (APImprensa), Cláudia Maia, alerta que a Vasp, responsável pela distribuição de jornais, tem de ter rotas que não podem dar prejuízo, incentivando ao aumento da concorrência.
A Vasp assinalou ontem, dia 18 de Dezembro, ter uma responsabilidade acrescida enquanto única distribuidora nacional em Portugal, "não por ser uma empresa monopolista, mas sim por ser, de facto, a única empresa sobrevivente do setor".
A presidente da ERC manifestou-se hoje preocupada com a questão da distribuição da imprensa, que considera grave, sublinhando que o órgão está disponível para ajudar neste âmbito, mas não tem competências nesta matéria. Helena Sousa falava na comissão parlamentar de Cultura, Comunicação, Juventude e Desporto, no âmbito da audição da entidade sobre os relatórios da regulação e do relatório de atividades de contas do ano passado. "Percebemos há uma redução do acesso das populações, essencialmente as que vivem em zonas de baixa densidade, que vivem no interior", referiu a responsável, considerando que os direitos de acesso à imprensa não podem estar centrados no litoral.
O fim da distribuição de jornais nos distritos do interior do país vai “agravar os problemas de coesão territorial” em Portugal, considera Gouveia e Melo, que defende a intervenção do Estado para resolver “problemas que o mercado não resolve”.
A Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) interpelou ontem, dia 9 de Dezembro, o Governo a garantir os meios e mecanismos que assegurem a distribuição de imprensa em todo o território nacional, depois de a VASP ter admitido a interrupção em oito distritos.
O presidente da Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo (CIMAA), Joaquim Diogo, manifestou-se hoje surpreendido e preocupado com o possível retrocesso no acesso à informação
O presidente da Comunidade Intermunicipal do Baixo Alentejo manifestou hoje “total incredulidade” com a possibilidade de a Vasp alterar a distribuição diária de jornais em oito distritos