Os prejuízos causados pelo mau tempo no distrito de Portalegre ascendem a 16 milhões de euros, “para já", segundo um levantamento que a Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo (CIMAA) já entregou à CCDR do Alentejo.
Os prejuízos causados pelo mau tempo no distrito de Portalegre ascendem a 16 milhões de euros, “para já", segundo um levantamento que a Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo (CIMAA) já entregou à CCDR do Alentejo.
Os efeitos do mau tempo prolongado não param de surpreender. E chocar. As sucessivas tempestades que se têm abatido sobre Portugal continental têm causado elevados danos patrimoniais e pessoais. A contabilização dos prejuízos já alcança números com muitos dígitos. As vidas humanas que se perderam, são a causa indireta e a mais trágica. Numa visão de conjunto, sobressai o poder da natureza que parece estar a medir forças (desproporcionais) com a mão humana. Ou a demonstrar, a duras penas, que os erros de ordenamento se pagam caros. O que parece evidente, ganha consistência quando observado por uma lente profissional. Carlos Correia Dias, arquiteto paisagista, em entrevista ao Linhas de Elvas, faz uma análise à desastrosa passagem das tempestades. Não tem dúvidas de que o desenvolvimento humano tem ignorado os limites da natureza, que acaba por "cobrar" esse custo através de fenómenos extremos. Embora não seja possível evitá-los, o especialista defende que "a prevenção, o ordenamento do território e o bom senso" são fundamentais, sublinhando que "prevenir é sempre menos dispendioso do que remediar". Aponta a ocupação indevida de leitos de cheia, fruto de "décadas de complacência" e a fraca "literacia territorial", como as principais causas dos impactos das cheias, salientando que o país mantém o hábito de correr atrás do prejuízo, agindo apenas quando ocorrem tragédias. Defende mais literacia do território, da paisagem e do ambiente, maior formação de técnicos e decisores e a criação de equipas multidisciplinares. Critica o excesso de impermeabilização urbana, a má gestão das linhas de água e a insuficiente manutenção do arvoredo. Sem assumir posições ideológicas, Carlos Correia Dias reconhece a intensificação dos fenómenos extremos, alertando para problemas estruturais como a sobre-exploração dos aquíferos, a desertificação, a fraca preparação das cidades e a ausência de planeamento estratégico a longo prazo.
Chuva, persistente e por vezes forte, em especial no Norte e Centro. Vento forte na faixa costeira e nas terras altas. Agitação marítima forte.
A SERVILUSA – Agências Funerárias informou, através de um comunicado dirigido a este samário, que o féretro de José Válter Cunha Canastreiro, bombeiro e militar da GNR em Campo Maior, estará em câmara ardente hoje, dia 9 de fevereiro, a partir das 20:00 horas, na Casa Mortuária de Campo Maior.
Portalegre enfrenta vários condicionamentos de trânsito na sequência dos estragos provocados pela Tempestade “Leonardo”, que assolou a cidade no dia de ontem, 5 de Fevereiro, causando prejuízos significativos e múltiplos cortes na circulação rodoviária.
A situação de calamidade vai voltar a ser prolongada em Portugal continental, estendo-se por mais sete dias, de domingo até 15 de fevereiro, devido à continuação do mau tempo, anunciou hoje o primeiro-ministro.
Garoe e Hermínia são os nomes mais recentes que os meteorologistas se encarregaram de fazer soar, por indicação da Organização Meteorológica Mundial (OMM), sediada em Genebra, na Suíça.