Há um talento na paternidade que parece despertar no momento em que se dá o milagre do nascimento de um filho. O amor que emerge quando um pai o recebe nos braços é profundamente transformador. A ternura arrebata, redefine caminhos, impõe-se de forma serena e reorganiza prioridades. Um filho é uma revolução e, quando chega, traz consigo um manual de instruções não escrito. Os gestos, os beijos, os cuidados, as insónias, a gestão do tempo… tudo se ajusta de forma quase instintiva, como se existisse uma capacidade latente, pronta a ser convocada para essa missão. É neste território de descoberta e transformação que se inscreve a experiência de André Churra, revelada neste Dia do Pai.