A ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, referiu que 4.720 pessoas já se transferiram para o interior ao abrigo de programas do Governo, dizendo que são todos “bem-vindos”.
Na interpelação do PSD ao Governo sobre coesão territorial, a ministra foi questionada pelo deputado e líder do Chega André Ventura se “o grande programa socialista de transferência de pessoas e de população do litoral para o interior” apenas conseguiu captar 250 pessoas.
“Mal ele sabe – porque certamente não conhece o interior -, que 250 pessoas são muito bem-vindas ao interior. Mas está enganado nos números, através do programa Trabalhar Interior conseguimos já captar 350 pessoas e, através do programa Regressar, 4.370 pessoas, ou seja, estamos a falar de 4.720 pessoas”, afirmou Ana Abrunhosa.
“Mesmo que fossem 250 pessoas, esta ministra estava muito satisfeita porque elas são muito bem-vindas”, acrescentou.
Em resposta ao deputado da Iniciativa Liberal, João Cotrim Figueiredo, a ministra da Coesão Territorial assegurou que as estradas inicialmente inscritas no Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e que, afinal não terão financiamento comunitário, “passam a ser financiadas com as receitas do 5G”.
Por outro lado, explicou, os fundos dos programas operacionais regionais financiarão “a conectividade digital dos territórios do interior, de forma a garantir integral cobertura do país com a quinta geração”.
“Vamos simultaneamente fazer as estradas que saíram do PRR e não vamos prejudicar a conectividade do interior, financiada com programas operacionais”, disse.
A ministra adiantou ainda que o Governo está a trabalhar “na identificação das zonas brancas” [em termos de conectividade] dos territórios do interior para lançar um concurso público internacional, de forma a cobrir as áreas que os operadores privados não abrangem.
Em resposta à deputada do PSD Cláudia André, que tinha questionado a ministra sobre a falta de atividade da Unidade de Missão para a Valorização do Interior criada no final de 2015, Ana Abrunhosa esclareceu que este organismo “desapareceu, porque foi criado o Ministério” da Coesão Territorial.
Às preocupações do PCP, sobre a importância dos serviços públicos no interior, a ministra assegurou que não podia “estar mais de acordo”.
“As sobras do Portugal 2020 serão para saúde, educação e empresas”, assegurou, dizendo que já há 216 equipamentos de saúde financiados através do Ministério da Coesão Territorial, num investimento de 550 milhões, dos quais cerca de 300 milhões são fundos europeus.
Entre estes investimentos “que estão no terreno”, detalhou, “a maioria são centros de saúde”, mas também alguns hospitais, como o Hospital Central do Alentejo, de Évora.
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