A Câmara de Vila Viçosa alertou hoje para os “graves prejuízos” sociais e económicos decorrentes do corte ao trânsito de um troço da Estrada Nacional (EN) 254, junto de uma pedreira, e reclamou alternativas adequadas.
Em comunicado enviado hoje à agência Lusa, o município considerou que, face à interrupção do trânsito na EN254 e a interdição da circulação de veículos pesados na EN255, entre Vila Viçosa e Pardais, é necessário encontrar soluções “com a máxima urgência”.
A câmara reforçou, defendendo a necessidade de existirem alternativas para que estas alterações rodoviárias, concretizadas hoje pela empresa Infraestruturas de Portugal (IP), possam “causar os menores prejuízos ao concelho e à região”.
Na quarta-feira, em declarações à Lusa, fonte oficial da IP anunciou o corte definitivo ao trânsito da EN254 junto a Bencatel, no concelho de Vila Viçosa, a partir de hoje, por questões de segurança, devido à proximidade de uma pedreira.
A mesma fonte revelou esta decisão está relacionada com a proximidade daquela estrada da pedreira “Monte d’el Rei”, que tem cerca de “134 metros de profundidade” e que se encontra a cerca de 30 metros da via, quando devia estar “a mais de 400 metros”.
A IP, que disse estar, juntamente com a câmara, a tentar “encontrar uma solução” alternativa para a circulação entre Vila Viçosa e Bencatel, indicou que, a partir de hoje, a alternativa de circulação para veículos ligeiros deve ser a EN255.
Já a EN381, entre a EN4 e a vila de Redondo, é indicada pela IP como percurso alternativo dos pesados, durante as próximas duas semanas, enquanto não for feita uma intervenção na EN255.
O Comando Territorial de Évora da GNR, através da sua página na rede social Facebook, revelou hoje que o troço da EN254 entre Bencatel e Vila Viçosa, foi, “durante esta manhã”, cortado ao trânsito de forma definitiva, pela IP.
No comunicado divulgado hoje, a câmara disse ter tomado conhecimento da decisão da IP, tanto em relação à EN254, como quanto “à interdição de tráfego pesado” no troço EN255 “entre Vila Viçosa e Pardais”, através de correio eletrónico, na quarta-feira à tarde.
Em reuniões com a IP, “a câmara municipal sempre afirmou ser fundamental manter os elevados níveis de segurança rodoviária nos locais referidos”, mas alertou que o corte da EN254 e a interdição do trânsito de pesados na EN255, “sem alternativas adequadas, se reveste de graves prejuízos sociais para as populações e económicos para as empresas do concelho e da região”, pode ler-se no comunicado.
O município lamentou que “a interdição surja como um facto consumado, sem a apresentação de alternativas que não obriguem a multiplicar a distância a percorrer entre Vila Viçosa e Bencatel” e, no caso dos pesados, “entre Vila Viçosa e Alandroal”.
Como se tratam de estradas nacionais, exigiu, cabe à IP “encontrar as soluções e alternativas” para que a circulação rodoviária “seja efetuada com elevados índices de segurança e na distância mais curta, mantendo os níveis de proximidade atual”.
A câmara manifestou disponibilidade “para colaborar na resolução da grave situação atual”, quanto à EN254, e reclamou que a IP, no caso da EN255, “tome medidas junto do proprietário da pedreira que motiva a interdição da via, no sentido de serem criadas as necessárias condições de circulação e segurança no local”.

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