As instalações da Universidade de Évora vão servir como “tubo de ensaio” para testar a reciclagem e reaproveitamento de baterias usadas de veículos elétricos, no âmbito de um projeto europeu cofinanciado pelo programa Horizonte 2020.
“O que fazer com todas as baterias usadas dos veículos elétricos? A Cátedra Energias Renováveis da Universidade de Évora (CER-UÉ)” e a empresa Betteries, sediada em Berlim (Alemanha), “estão a ensaiar as melhores respostas”, disse hoje a academia alentejana.
Em comunicado, a Universidade de Évora explicou que esta promoção da “reciclagem de baterias de veículos elétricos” é uma intervenção integrada no projeto POCITYF – POsitive Energy CITY Transformation Framework.
Financiado pela União Europeia, através Programa Horizonte 2020, o POCITYF tem 46 entidades parceiras de 13 países europeus, como autarquias, universidades e empresas, e vai implementar as suas soluções em duas cidades-piloto, na portuguesa de Évora e na holandesa de Alkmaar.
Segundo a academia alentejana, a empresa alemã Betteries entregou os primeiros módulos de baterias de iões de lítio de 2.ª vida, oriundas de veículos elétricos.
A configuração, instalação e ensaios destas baterias nas instalações da UÉ foram passos já iniciados, acrescentou.
Esta é a 1.ª intervenção experimental no projeto POCITYF em Évora e engloba “um período de ensaios das baterias, através das aplicações portáteis da Betteries, da integração na microrrede experimental da UÉ e de ensaios com outros parceiros”, indicou a instituição.
A seguir, haverá uma 2.ª fase, no âmbito da qual “baterias de 2.ª vida serão instaladas em residências selecionadas na aldeia de Valverde”, no concelho de Évora, uma intervenção igualmente integrada no POCITYF.
A empresa alemã Betteries “tem uma abordagem experimental e trabalha no desenvolvimento deste tipo de tecnologia, limpa” e “ecológica” com o objetivo de “maior eficiência energética”, explicou à agência Lusa fonte da UÉ.
O projeto POCITYF “reconhece a urgência de tornar as cidades património mais sustentáveis e resilientes às alterações climáticas, melhorando a vida e bem-estar dos seus cidadãos”, explicou a universidade alentejana, uma das parceiras da iniciativa.
Évora e Alkmaar vão ensaiar experiências tecnológicas com o objetivo de “estabelecer zonas com saldo energético positivo, em que a geração local renovável média deverá ser superior ao consumo, em termos de média anual”, frisou.
No ano passado, a 19 de setembro, quando o projeto foi apresentado em Évora, João Maciel, responsável pela área de investigação e desenvolvimento da EDP, a entidade coordenadora do projeto, explicou à Lusa que as soluções testadas nestas duas cidades-piloto serão, depois, replicadas noutros locais.
Granada (Espanha), Bari (Itália), Celje (Eslovénia), Ujpest (Hungria), Ioannina (Grécia) e Hvidovre (Dinamarca) são as cidades onde se prevê replicar as experiências.
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