O deputado do Partido Socialista eleito pelo Círculo Eleitoral de Portalegre, Luís Moreira Testa, questionou a Ministra da Saúde sobre o “insucesso” do concurso nacional de colocação de médicos na Unidade Local de Saúde do Alto Alentejo (ULSAALE) e reclama medidas urgentes para garantir o acesso da população a cuidados de saúde.
De acordo com o deputado, os resultados do concurso revelam “uma realidade extremamente preocupante. Das 41 vagas abertas para a ULSAALE, a esmagadora maioria ficou por preencher. Nos Cuidados de Saúde Primários, apenas 2 das 16 vagas de Medicina Geral e Familiar foram ocupadas, tendo ficado totalmente desertas as vagas destinadas aos concelhos mais carenciados da região, como Alter do Chão, Avis, Castelo de Vide e Ponte de Sor/Montargil. Também ao nível hospitalar foi necessário abrir um procedimento urgente para tentar recrutar médicos para especialidades fundamentais”.
Esta situação demonstra, de acordo com a nota que jornal recebeu, “que os atuais mecanismos de incentivo à fixação de médicos no interior não estão a produzir os resultados esperados. Apesar do esforço adicional desenvolvido pelos municípios do Alto Alentejo, que disponibilizaram apoios à habitação e outras medidas de atratividade, continua a ser impossível assegurar os profissionais de saúde de que a região necessita”.
Perante este cenário, Luís Moreira Testa pretende saber que avaliação faz o Ministério da Saúde sobre este “fracasso”, que novas medidas está disponível para implementar para tornar o Alto Alentejo mais atrativo para os médicos e quais serão as soluções imediatas caso os procedimentos extraordinários de recrutamento também não tenham sucesso.
O deputado questiona ainda como pretende o Governo garantir o direito constitucional à saúde dos milhares de utentes do Alto Alentejo que continuam sem médico de família e assegurar o funcionamento das urgências em especialidades essenciais.
“Os habitantes do Alto Alentejo têm de ter uma resposta do Estado, que tem a obrigação de fixar profissionais de saúde numa região que enfrenta desafios acrescidos de interioridade”, defende o deputado, acrescentando que “o Governo tem de agir rapidamente e apresentar soluções eficazes para garantir cuidados de saúde de proximidade e em condições de igualdade com o resto do país”.
