O homem, de 26 anos, procurado pela justiça do Brasil por burla e detido em Évora pela Polícia Judiciária (PJ), fica em prisão a aguardar o processo de extradição para aquele país, revelou hoje fonte judicial.
Contactada pela agência Lusa, a fonte do Tribunal da Relação de Évora indicou que o suspeito, na terça-feira, foi presente àquele tribunal para ser submetido a interrogatório e não consentiu a extradição.
Assim, o homem vai permanecer detido, “a aguardar a formalização do processo de extradição”, adiantou a mesma fonte.
Em comunicado divulgado na segunda-feira, a Polícia judiciária anunciou que deteve este homem, de nacionalidade estrangeira, através da Unidade de Informação Criminal, no cumprimento de um mandado de detenção internacional.
Segundo a PJ, a detenção ocorreu após ter sido desenvolvido “um conjunto de diligências” que conduziu à localização e detenção do homem, em Évora, na sequência de um mandado de detenção emitido pelas autoridades judiciárias do Brasil, pela prática do crime de burla.
Os factos ocorreram em 2022, numa cidade do estado de Minas Gerais, no Brasil, adiantou a Polícia Judiciária.
“Na altura, o suspeito, apresentando-se como proprietário de uma empresa de eventos, celebrou contratos para a prestação de serviços relacionados com a realização de um casamento, recebendo o pagamento pelo serviço e contratação de mão-de-obra para o evento”, lê-se no comunicado.
Segundo a PJ, “perto da data marcada, descobriu-se que os serviços não tinham sido realmente contratados”.
“O homem prometeu a devolução do dinheiro, contudo, bloqueou todos os contactos da vítima e desapareceu”, acrescentou.
No decurso da investigação policial, “veio, entretanto, a descobrir-se a existência de outras vítimas”, alvo do mesmo ‘modus operandi’, segundo a polícia de investigação criminal.

TCA // RRL
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