O Núcleo Empresarial da Região de Portalegre (NERPOR) está a proceder ao levantamento preliminar dos prejuízos sofridos pelas empresas na sequência das enxurradas do dia 05 deste mês, que afetaram em particular aquela cidade.
A iniciativa, divulgada na página de Internet daquela entidade e consultada hoje pela agência Lusa, visa depois “reportar a situação às entidades competentes e defender os interesses” do tecido empresarial local.
“Este levantamento é essencial para fundamentar pedidos de apoio, eventuais medidas excecionais e futuras respostas públicas ajustadas à realidade das empresas afetadas”, lê-se na nota, que está assinada pelo presidente do NERPOR, Tiago Braga.
O NERPOR solicita às empresas que tenham registado danos materiais, operacionais ou interrupções de atividade que entrem em contacto com aquele organismo, “descrevendo de forma objetiva” os prejuízos verificados.
No mesmo comunicado, é também mencionado que o NERPOR vai “recolher e divulgar informação” junto de várias entidades relevantes, com vista a “orientar” os associados sobre eventuais medidas de apoio, instrumentos de tesouraria ou linhas de financiamento que venham a ser disponibilizadas.
Os associados do NERPOR podem ainda contar com apoio técnico para enquadramento de situações de prejuízo empresarial, organização de informação e documentação necessária para eventuais pedidos de apoio e esclarecimento de dúvidas relacionadas com impactos operacionais decorrentes das chuvadas.
Por último, o NERPOR poderá também facilitar o contacto entre associados, promovendo a ligação a empresas da região com capacidade para apoiar trabalhos de limpeza, reparação, manutenção ou mitigação de danos.
A enxurrada de água, lama e pedras ocorrida na passada quinta-feira, dia 05, foi oriunda da Serra de São Mamede e abrangeu três avenidas da cidade de Portalegre, provocando danos pelo menos 10 casas, em empresas, em caves (número por apurar) e em 52 carros, além de ter causado três desalojados.
Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
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