O Turismo do Alentejo encerrou a participação na edição deste ano da FITUR, em Madrid, com um balanço “claramente positivo, marcado por uma forte visibilidade do destino, uma agenda intensa de contactos profissionais e uma resposta encorajadora do mercado espanhol, considerado estratégico e natural para o território”, referem em comunicado dirigido a este semanário.

A presença do Alentejo na feira, a maior de sempre neste certame, foi orientada, de acordo com a nota recebida, para “reforçar a notoriedade junto dos nossos vizinhos, nas regiões transfronteiriças e também noutras regiões de Espanha, com especial foco em públicos urbanos e viajantes que procuram escapadas curtas, experiências autênticas e destinos próximos para viajar ao longo de todo o ano”.

José Manuel Santos, presidente da Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo e da Agência Regional de Promoção Turística do Alentejo referiu que o Turismo do Alentejo saiu de Madrid “com sinais muito claros de interesse e com a convicção reforçada de que o Alentejo está no radar dos viajantes espanhóis. O trabalho feito aqui foi determinante para consolidar parcerias e afirmar o destino como uma escolha óbvia, mesmo ali ao lado”.

Ao longo do certame, o Alentejo apresentou uma narrativa centrada em cultura, enoturismo, gastronomia, património e experiências de natureza, reforçando o posicionamento do território como destino de vida lenta, com identidade, hospitalidade e diversidade de propostas, do litoral ao interior.
“Temos uma agenda muito forte para 2026 e 2027 e queremos que seja impossível ignorar o Alentejo. Entre grandes eventos, cultura e vinho, estamos a criar motivos concretos para visitar, regressar e recomendar. O objetivo é claro, colocar o Alentejo no centro das escolhas e torná-lo um destino da moda, sem perder a autenticidade”, acrescentou.

Calendário de grandes momentos que projetam o Alentejo em 2026 e 2027

Entre os temas em evidência na FITUR esteve Évora Capital Europeia da Cultura 2027, que representa uma oportunidade estruturante para reforçar a atratividade cultural do destino e ampliar a sua projeção internacional.

O Baixo Alentejo, Cidade Europeia do Vinho 2026, foi outro dos eixos centrais, com a ambição de mobilizar o território em torno do enoturismo, da gastronomia e da valorização dos produtos locais, com impacto direto na procura e na dinamização da oferta ao longo de todo o ano.

Foi igualmente destacado o regresso das Festas do Povo de Campo Maior, este ano após muitos anos de ausência, como um dos momentos mais emblemáticos do calendário cultural, capaz de atrair visitantes e reforçar a imagem do Alentejo como território vivo, participado e singular.

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