O economista Roberto Grilo, atual vice-presidente responsável pela agricultura na Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo, é o candidato indicado pelo PSD para a vice-presidência deste organismo, revelou hoje fonte partidária.
Contactada pela agência Lusa, uma fonte social-democrata revelou que “Roberto Grilo é o candidato indicado pelo PSD para vice-presidente da CCDR do Alentejo, a ser eleito pelo conselho regional”, no âmbito de um acordo com o PS.
Roberto Grilo assumiu o cargo de vice-presidente responsável pela agricultura na CCDR do Alentejo há praticamente um ano, no dia 15 de janeiro de 2025, depois de ter sido nomeado pelo Governo.
Foi um regresso a esta CCDR, à qual presidiu entre 2015 e 2020, após ter sido o candidato derrotado nas primeiras eleições para o organismo, em 13 de outubro de 2020, quando assumiu uma candidatura independente, apesar da militância no PSD.
A Lusa tentou hoje contactar por telefone Roberto Grilo, mas este não atendeu.
A CCDR do Alentejo é atualmente presidida por António Ceia da Silva, que disse à Lusa não se recandidatar ao cargo por falta de apoios.
As cinco CCDR portuguesas (Norte, Centro, Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo e Algarve) têm eleições marcadas para a próxima segunda-feira.
Em meados de dezembro passado, o jornal Expresso noticiou que há um acordo entre o PSD e o PS para dividir as presidências das CCDR, com o PSD a ficar com o Norte e Centro e o PS com Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo e Algarve.
O ex-deputado do PS por Portalegre e antigo autarca de Campo Maior Ricardo Pinheiro já revelou que tem o apoio do seu partido e do PSD para se candidatar à presidência da CCDR do Alentejo, tendo também Aníbal Costa (PS) confirmado que é recandidato à vice-presidência que os presidentes de câmara elegem.
Mas o processo não é pacífico, com a Direção Regional do Alentejo (DRA) do PCP e dirigentes do Chega no distrito de Évora a anunciarem que os eleitos dos respetivos partidos não vão participar nas eleições, por estarem contra o acordo PSD/PS.
O presidente da Federação Distrital de Évora do PS, Luís Dias, também já criticou que sejam “as cúpulas nacionais” do seu partido e do PSD a decidirem as presidências das CCDR – independentemente dos nomes ‘em cima da mesa’ -, e considerou que o processo coloca “em causa a autonomia” dos organismos.
Desde 2020 que cabe aos autarcas, através de colégios eleitorais regionais, eleger os cinco presidentes das CCDR, até então nomeados pelo Governo.
De acordo com a Lei Orgânica daqueles organismos, o presidente é eleito pelos presidentes de câmara, presidentes das assembleias municipais, vereadores eleitos e deputados municipais, incluindo os presidentes das juntas de freguesia.
Já um dos vice-presidentes é eleito pelos presidentes das câmaras municipais da área geográfica da CCDR e outro é eleito pelos membros do conselho regional, que não integrem o referido conselho em representação de autarquias locais ou associações de autarquias locais.
Haverá ainda cinco vice-presidentes nomeados pelo Governo para as áreas da Educação, Saúde, Cultura, Ambiente e Agricultura.
As CCDR são serviços desconcentrados da Administração Central, dotados de autonomia administrativa e financeira, incumbidos de executar medidas para o desenvolvimento das respetivas regiões, como a gestão de fundos comunitários.

SM (RRL/CYMP) // RRL
Lusa/Fim

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