O homem de 34 anos detido em agosto de 2025 por alegadamente ter provocado o incêndio numa zona de pastagens junto à Ponte Real, em Badajoz, enfrenta um pedido de pena de 14 anos de prisão. A informação foi avançada pelo jornal La Crónica de Badajoz.
De acordo com a acusação do Ministério Público espanhol, o arguido terá ateado fogo aos terrenos junto à Ponte Real, pelas 19h30 de 18 de agosto de 2025, estando consciente do perigo que o seu ato representava para pessoas e bens. Após iniciar o incêndio, terá abandonado o local, saltando uma vedação.
As chamas propagaram-se rapidamente, obrigando à evacuação do tanatório existente nas proximidades e ao corte da circulação rodoviária e pedonal na Ponte Real devido ao intenso fumo e ao risco de progressão do incêndio.
Segundo relata o La Crónica de Badajoz, uma barraca habitada nas imediações foi totalmente destruída pelas chamas. O seu ocupante encontrava-se a dormir e conseguiu escapar apenas depois de ser alertado pelos cães que tinha no local. A habitação e todos os bens no seu interior ficaram completamente consumidos pelo fogo.
O Ministério Público pede ainda que o arguido indemnize a vítima em 10 mil euros pelos danos sofridos, além de reclamar o pagamento dos prejuízos materiais avaliados pelo ocupante da barraca.
Durante a intervenção, as chamas atingiram também a base de um eucalipto de grande porte situado junto ao tanatório, existindo receios de que a árvore pudesse tombar. Os bombeiros conseguiram controlar o incêndio cerca de uma hora depois, evitando consequências mais graves.
Quando foi detido, o suspeito tinha na sua posse três isqueiros. Perante o juiz de instrução, negou ter provocado intencionalmente o incêndio, admitindo apenas que fumou um cigarro no local e lançou a beata acesa para o chão, afirmando que não se apercebeu de qualquer foco de fogo.
A defesa mantém essa versão e pede a absolvição do arguido, contestando a tese da acusação.
Na sequência da detenção, o juiz decretou prisão preventiva, medida que continua em vigor. O homem permanece atualmente detido no estabelecimento prisional de Badajoz.
O incêndio ocorreu num período em que a cidade de Badajoz registava vários fogos de origem suspeita em diferentes zonas, como Las Vaguadas, Sancha Brava e Tres Arroyos, situação que gerou forte preocupação entre a população. Segundo o La Crónica de Badajoz, embora inicialmente se suspeitasse que o arguido pudesse estar relacionado com outros incêndios, a análise efetuada ao seu telemóvel não permitiu estabelecer qualquer ligação a esses casos.
Fonte e Imagem: La Crónica de Badajoz

