Um homem de 36 anos está indiciado por violência doméstica e dois crimes de ameaça agravada, após ter sido presente ao Tribunal de Ponte de Sor, distrito Portalegre, cidade onde ocorreram os factos, foi hoje divulgado.
Fonte do Ministério Público (MP) de Portalegre revelou à agência Lusa que o homem foi detido pela GNR, na quinta-feira passada, em Ponte de Sor, e que os três crimes de que está indiciado foram praticados contra a ex-mulher, de 29 anos.
Num comunicado publicado na página de Internet da Procuradoria da República da Comarca de Portalegre, o MP anunciou que o homem foi presente a primeiro interrogatório judicial no Tribunal de Ponte de Sor, na sexta-feira.
De acordo com o MP, o arguido e a vítima, ambos estrangeiros, casaram-se em abril de 2023, no país de origem, tendo, depois, passado a residir em Ponte de Sor.
“Encontra-se indiciado que, durante o período em que estiveram casados, o arguido foi sempre extremamente ciumento e controlador, comportamento que manteve após a separação, ocorrida em agosto de 2024, tendo chegado mesmo a ameaçar de morte a vítima e o atual companheiro”, lê-se no documento.
Após primeiro interrogatório judicial, foram considerados verificados os perigos de continuação da atividade criminosa, de grave perturbação da ordem e tranquilidade públicas e de fuga.
Nesse âmbito, apesar de o arguido ter sido libertado, o tribunal decidiu aplicar-lhe diversas medidas de coação, nomeadamente a proibição de contactar a vítima por qualquer meio, diretamente ou por interposta pessoa.
O tribunal deliberou também proibir o homem de contactar os familiares da vítima, com a exceção do filho que têm em comum, sendo a fiscalização desta medida relativamente à vítima feita por meios eletrónicos de vigilância, com um perímetro de proteção mínimo de 500 metros.
O homem ficou proibido de adquirir ou manter qualquer arma de fogo ou arma branca e obrigado a entregar armas que detenha e a apresentações semanais no posto da GNR de Ponte de Sor.
Por último, o arguido está obrigado a submeter-se a avaliação psicológica e ao subsequente acompanhamento psicológico.
O inquérito prossegue sob direção do MP de Ponte de Sor.

HYT // RRL
Lusa/Fim

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