O Deputado do Partido Socialista eleito pelo Círculo de Portalegre, Luís Moreira Testa, defendeu hoje, dia 30 de Abril, a necessidade de o Governo estudar, de forma “rigorosa e comparada”, a solução rodoviária que melhor possa contribuir para o desenvolvimento económico do Alto Alentejo, no âmbito da futura ligação entre a A23 e a A6.

No âmbito do Projeto de Resolução hoje apresentado na Assembleia da República, Luís Moreira Testa sustenta que a decisão sobre esta infraestrutura “não pode limitar-se a uma única solução previamente fechada”, devendo antes “considerar todas as alternativas com potencial para reforçar a competitividade do território, atrair investimento, criar emprego e potenciar a centralidade logística do distrito de Portalegre”.

“O Alto Alentejo não pode voltar a ficar à margem das grandes decisões de planeamento estratégico. Esta ligação tem de ser pensada em função daquilo que melhor serve a região e o país, e isso exige um estudo sério, comparativo e orientado para o desenvolvimento económico”, defende o deputado socialista.

Para Luís Moreira Testa, a ligação entre a A23 e a A6 deve ser analisada “à luz do seu impacto real no território”, designadamente “na capacidade de reforçar a competitividade das empresas da região, melhorar os corredores de exportação e consolidar o papel do Alto Alentejo como plataforma logística de ligação entre Portugal e Espanha”.

O deputado sublinha, em particular, “a importância de estudar a possibilidade de ligação ao eixo Campo Maior–Elvas, atendendo ao potencial logístico e empresarial da zona, à proximidade da Plataforma Logística do Caia, à complementaridade com o corredor ferroviário internacional e à articulação com a euro-região transfronteiriça”. Esta opção, defende, “deve ser avaliada em igualdade de circunstâncias com a solução atualmente prevista”.

Ao mesmo tempo, Luís Moreira Testa considera igualmente indispensável que o estudo prévio contemple, sem exclusões prévias, “as diferentes possibilidades de ligação a norte à A23, permitindo comparar traçados, custos, impacto ambiental, fluxos de mercadorias e capacidade de resposta às necessidades atuais e futuras da região”.

“O que está em causa é garantir que o investimento público responde à melhor solução possível para o Alto Alentejo. Não se trata de decidir depressa; trata-se de decidir bem”, afirma.

O Projeto de Resolução apresentado recomenda ao Governo o alargamento do estudo prévio em curso, de forma a assegurar uma análise comparativa entre soluções, sustentada em critérios de racionalidade económica, intermodalidade, coesão territorial e valorização do potencial estratégico do Alto Alentejo.

Para o deputado eleito por Portalegre, só um estudo tecnicamente “robusto”, territorialmente “equilibrado” e “economicamente ambicioso” permitirá encontrar a solução que melhor sirva o desenvolvimento da região e responda aos desafios de competitividade do interior do país.

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