O presidente da Câmara de Alter do Chão, Francisco Miranda, indicou hoje que está identificada uma zona neste concelho para o futuro Campo de Tiro da Força Aérea, em terrenos do Estado.
Em declarações à agência Lusa, o autarca, eleito pelo PSD/CDS-PP, explicou que estão a ser desenvolvidas reuniões com técnicos do Ministério da Defesa para “tentar definir a localização exata” para construir a nova infraestrutura, que vai substituir o Campo de Tiro de Alcochete, no distrito de Setúbal.
No entanto, de acordo com Francisco Miranda, existe a possibilidade de construir a infraestrutura “essencialmente, no limite do concelho de Alter do Chão com os concelhos de Portalegre e de Fronteira”.
O presidente da Câmara de Alter do Chão, que cumpre o seu segundo mandato, acrescentou ainda que, “à partida”, o projeto vai ocupar apenas terrenos no seu concelho.
“Aquela área que, em princípio, está encontrada tem terrenos do próprio Estado. Depois, naturalmente, [a restante área necessária] passará por negociações entre o Estado e os proprietários”, argumentou.
Questionado sobre quando poderá ser conhecida a localização específica e a configuração do futuro Campo de Tiro da Força Aérea, o autarca escusou-se a avançar com qualquer data.
O processo, limitou-se a referir, vai fazer “o seu caminho” e decorrer nos próximos tempos, com o desenvolvimento de vários estudos.
O atual Campo de Tiro da Força Aérea em Alcochete vai passar para Alter do Chão devido à construção do novo aeroporto Luís de Camões, anunciou, no dia 11 deste mês, o ministro da Defesa Nacional, Nuno Melo.
Em conferência de imprensa no Ministério da Defesa Nacional, em Lisboa, o ministro salientou que a escolha da nova localização do Campo de Tiro “é um passo fundamental para que se proceda à desmilitarização dos terrenos” onde vai ‘nascer’ o novo aeroporto da região de Lisboa.
Nuno Melo considerou que o novo campo de tiro constitui “uma oportunidade” para Alter do Chão, concelho do interior do país com perto de três mil habitantes.
E realçou que cerca de 200 militares e as suas famílias irão mudar-se para este território, “ajudando a dinamizar o comércio e os serviços, tendo filhos e outros elementos do agregado a estudar nas escolas, a trabalhar na região”.
“A este concelho serão também assegurados investimentos que são importantes, investimentos compensatórios e não só, importantes para o seu desenvolvimento futuro”, acrescentou, dando como exemplo “vias de comunicação” ou casas para os militares e suas famílias.
Interrogado sobre os custos da relocalização, Nuno Melo não adiantou um número exato, afirmando apenas que as verbas serão suportadas entre o seu ministério e o das Infraestruturas. O governante remeteu mais detalhes para a audição parlamentar prevista para quinta-feira.
Na altura, também não foi detalhado o local exato do campo de tiro no concelho, que, segundo o ministro, terá uma dimensão de cerca de 7.500 hectares.
Nuno Melo realçou que a conclusão do novo campo “é prioritária”, uma vez que a desmilitarização dos terrenos em Alcochete implica a existência de uma nova localização disponível, “o que não invalida um conjunto de procedimentos deliberativos e administrativos até à obra final, nomeadamente estudos de impacto e outros, que são os que decorrem da lei e que serão feitos”.
Quanto a prazos para o final da construção, Nuno Melo remeteu apenas para a lei, sublinhando “que tem prazos máximos”, mas antecipou que serão “os mais curtos dentro das previsões legais” por haver um entendimento entre o poder central e autárquico para esta construção.
Questionado sobre a necessidade de expropriar terrenos no concelho, Nuno Melo salientou que parte da área abrangida é pública. Na área restante, havendo acordo, tal não será necessário, mas caso não haja a expropriação terá de acontecer

HYT (ARL) // RRL
Lusa/Fim

Carregar mais artigos relacionados
Carregar mais artigos por Redacção
Carregar mais artigos em Actual

Veja também

Obra do bloco operatório do Hospital de Santa Luzia prossegue dentro dos prazos previstos

A Câmara Municipal de Elvas reuniu esta quarta-feira, dia 3 de Maio, com o Conselho de Adm…