Pelo menos 14 estradas nacionais estavam pelas 20:45 de hoje interditadas ao trânsito em Portugal continental, por inundação ou desmoronamento, devido ao mau tempo, uma diminuição face ao balanço anterior, segundo a Guarda Nacional Republicana (GNR).
Segundo dados transmitidos à agência Lusa pela GNR, mantêm-se interditadas ao trânsito a Estrada Nacional (EN) 9-1 (Estrada da Lagoa Azul) no Linhó (concelho de Sintra), EN 10 Torres do Mondego (Coimbra), EN 262 em São Romão do Sado (Setúbal), e EN 365 na Golegã (Santarém).
Estão também suspensas à circulação a EN 3-2 em Valada (Vale de Santarém), EN 8-2 em Casal Lourim (Lourinhã), EN 205-1, em Rio Tinto (Braga), EN 358-2 em Constância (distrito de Santarém), EN 9 em Torres Vedras (distrito de Lisboa), EN 329 Vila Chã do Monte – Tarouca (distrito de Viseu), e EN 202-2 em Sistelo (distrito de Viana do Castelo).
Estão ainda cortadas a EN 245 Fronteira (distrito de Portalegre), EN 361 na Lourinhã (Lisboa) e a EN 246-1 em Portagem (distrito de Portalegre).
De acordo com a GNR, há ainda troços fechados na rede viária do Maciço Central da Serra da Estrela, devido à queda de neve, mantendo-se abertos os troços da EN339 Seia – Sabugueiro e Covilhã – Piornos.
No ponto de situação anterior, pelas 14:30, estavam no total 17 estradas nacionais cortadas, bem como o IC9 na zona de Alcobaça.
Portugal continental está a ser afetado pelos efeitos da passagem de uma depressão com chuva, vento, neve e agitação marítima, tendo sido emitidos vários avisos pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
Segundo o IPMA, o estado do tempo vai agravar-se a partir das 00:00 de quarta-feira.
A Proteção Civil decidiu elevar o estado de prontidão especial para nível 4, o máximo, em toda a orla costeira entre Viana do Castelo e Setúbal, para fazer face a nova depressão meteorológica que atravessará Portugal na próxima madrugada.
O distrito de Coimbra, até Aveiro – a norte – e até Leiria – a sul – será a zona de maior risco à passagem da depressão Kristin, que sucede à depressão Joseph e que o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) qualificou como “ciclogénese explosiva”, termo utilizado para depressões de forte intensidade, tanto em vento como em chuva.
 
DMC (MPE/SBR) // PDF
Lusa/Fim

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