O incêndio que deflagrou na terça-feira em Alandroal, mantém-se em consolidação de rescaldo e vigilância, pelo menos até ao final da tarde de hoje, após ter sido dominado durante a madrugada, informou a Proteção Civil.
Em declarações à agência Lusa, a comandante das operações de combate ao incêndio, Maria João Rosado, indicou que às 11:00 o fogo se encontrava em conclusão, salientando que já “não existe qualquer tipo de chama ativa em todo o perímetro”.
“Mantemos, contudo, para já e se a situação continuar favorável, até ao final da tarde de hoje, um efetivo ainda superior a 200 operacionais no terreno”, adiantou.
Segundo a também comandante sub-regional de Emergência e Proteção Civil do Alentejo Central, os operacionais que se mantiverem no terreno vão fazer “a monitorização e alguns trabalhos de consolidação de rescaldo em todo o período”.
“Não está identificado qualquer tipo de ponto crítico que requeira uma atenção especial e também não existem aglomerados populacionais ou alguma habitação isolada ainda em risco”, acrescentou.
Também em declarações à Lusa, o presidente da Câmara de Alandroal, João Grilo, assinalou que “um conjunto grande de pequenos e médios agricultores foi muito afetado pelo incêndio”.
“Perderam-se muitas pastagens, culturas, muitas pessoas ficaram sem as cercas e os animais tiveram que ser levados”, realçou.
O autarca assinalou que o fogo também provocou danos numa central solar fotovoltaica, desconhecendo, para já, a dimensão dos prejuízos nesta infraestrutura.
“Algumas estruturas agrícolas foram desfeitas, mas as primeiras habitações salvaram-se todas e foi um trabalho excecional das equipas, que evitaram que as localidades, sobretudo Terena, Hortinhas e Alandroal, fossem afetadas”, disse.
Questionado sobre a contabilização dos prejuízos, João Grilo respondeu que esse trabalho já começou a ser feito pelas várias autoridades com o apoio do município, escusando-se, para já, a apontar estimativas.
“É um trabalho que será feito ao longo dos próximos dias ou semanas, mas já está a ser feito”, sublinhou.
Cerca das 11:30, uma fonte do Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil do Alentejo Central indicou que, a essa hora, as operações no terreno ainda mobilizavam 263 operacionais, apoiados por 95 veículos e um helicóptero de reconhecimento.
O alerta para este incêndio foi dado às 09:22 de terça-feira, tendo sido dado como dominado às 01:50 de hoje.
Fonte da GNR revelou à Lusa na terça-feira à tarde que o motorista do camião suspeito de provocar o fogo foi identificado e constituído arguido pela guarda.
A fonte do Comando Territorial de Évora da GNR indicou que o homem, condutor de um pesado de mercadorias que transportava madeira, foi constituído arguido pelo crime de incêndio florestal e o caso foi comunicado ao Ministério Público.
Segundo a mesma fonte, uma peça metálica de uma das cintas do semirreboque do camião, usada para prender a madeira transportada, soltou-se e, ao bater no chão, provocou faíscas, o que terá ateado vários focos de incêndio no concelho.

SM (RRL/TCA) // ROC

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