Os trabalhos de reabilitação na Estrada Nacional (EN) 373, entre Campo Maior e Elvas, trajecto intransitável devido a danos provocados pelo mau tempo, devem arrancar na próxima semana, disse hoje fonte da Infraestruturas de Portugal (IP).
A mesma fonte referiu à agência Lusa que os técnicos da IP têm permanecido naquela estrada a efetuar trabalhos de avaliação.
De acordo com a empresa, o mau tempo registado naquela região, no dia 13 deste mês, provocou o “colapso parcial” de um pontão na EN373, estando aquele traçado entre Campo Maior e Elvas “sem qualquer tipo de circulação” desde essa altura.
“Em princípio, se tudo correr como previsto, na próxima semana já vamos começar a intervenção e a nossa expectativa é que nos primeiros dias de janeiro, pelo menos, consigamos ter uma via de circulação”, acrescentou a fonte.
A Câmara de Campo Maior ainda está a apurar o valor dos prejuízos causados pelo mau tempo, que causou inundações, com muitos estragos e desalojados.
Em declarações à Lusa na terça-feira, o presidente do município, Luís Rosinha, estimou que os prejuízos deverão situar-se entre “os três e quatro milhões de euros”, ainda sem incluir o setor agrícola.
A previsão inicial do autarca, avançada logo na terça-feira da semana passada, dia em que as fortes chuvas causaram os estragos, rondava os dois milhões de euros, mas, no dia a seguir, o valor “andaria já próximo dos três milhões”.
Quanto ao setor agrícola, a contabilização dos prejuízos está a ser feita e vai ser enviada para o Governo através da Direção Regional de Agricultura e Pescas (DRAP) do Alentejo.
“Sei que os estragos são significativos para aqueles agricultores que perderam animais, mas o resto dos agricultores estão ainda com dificuldades em acederem aos sítios inundados”, relatou, escusando-se, por isso, a avançar com estimativas do valor dos danos.
Lisboa, Setúbal, Santarém, Coimbra e Portalegre foram os distritos mais afetados pelo mau tempo que atingiu Portugal continental, na semana passada, sendo que, na região alentejana, Campo Maior foi dos concelhos mais atingidos.
Nesta vila, 20 pessoas, de sete famílias, ficaram desalojadas e várias casas foram inundadas, algumas com água até ao teto. Foi acionado o Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil.
A ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, que desde então já efetuou várias deslocações a concelhos do distrito de Portalegre afetados pelo mau tempo, garantiu que “não faltará ajuda nem meios” para repor os danos provocados pela intempérie.
O Ministério da Agricultura indicou também estar a acompanhar, com os agricultores e responsáveis dos municípios, o levantamento dos prejuízos no setor em cinco concelhos de Portalegre.

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