O presidente da Câmara de Fronteira, Rogério Silva, encabeça a candidatura única à Comissão Política Distrital de Portalegre do PSD, cujas eleições decorrem sábado, com o mote ”Unir o distrito. Acreditar no país”.
Rogério Silva, de 41 anos, é advogado de profissão, está a cumprir o terceiro e último mandato como presidente da Câmara de Fronteira e encabeça agora a única lista à Comissão Politica Distrital de Portalegre do PSD, que é actualmente presidida pelo antigo deputado Cristóvão Crespo, que não se recandidata ao cargo.
Em declarações à agência Lusa, Rogério Silva explicou que decidiu avançar para a liderança do PSD no distrito de Portalegre porque o partido naquela região “mais do que oposição tem de passar a ser uma alternativa” ao PS.
“O PSD tem de passar a ser algo em que os norte alentejanos reconhecem como diferente daquilo que é a governação socialista para o nosso distrito”, disse.
O candidato, que está apostado em construir um caminho de “credibilidade e confiança”, que apresente “soluções” para os problemas da região, espera desenvolver um mandato “junto das populações” do distrito de Portalegre.
“Temos de perceber junto de cada um dos concelhos, junto de cada uma das freguesias aquilo que são de facto os problemas e as suas preocupações”, sublinhou.

Rogério Silva “aplaude” o projecto que está em curso para a construção do Empreendimento de Aproveitamento Hidráulico de Fins Múltiplos (EAHFM) do Crato, iniciativa em que estão envolvidos os 15 municípios daquela região, mas alerta que a estratégia de desenvolvimento para o distrito de Portalegre não pode passar apenas por um projecto.
“O futuro do Alto Alentejo não se pode resumir a um ou dois projectos, não podemos ser monotemáticos e aquilo que tem sido o discurso do PS é um mono tema, é a EAHFM do Crato [também conhecida por Barragem do Pisão], pois todas as semanas temos um novo anúncio de que foi assinado um parecer, um ofício”, criticou.
Para Rogério Silva, o PS tem efectuado em torno deste projecto uma acção de “propaganda absoluta”, lamentando ainda que os socialistas tenham “banalizado” cada passo que é dado para a construção da barragem.
“Eu creio que isto acontece porque o PS não tem qualquer outro projecto para o distrito, por isso é que só se fala da Barragem do Pisão”, criticou.
O candidato desafia ainda o PS de Portalegre para estar “ao lado” do PSD a nível nacional, para a criação de um “conselho para a coesão territorial”, sublinhando que esta é uma das propostas dos sociais-democratas para a revisão constitucional.
O círculo eleitoral de Portalegre elege actualmente apenas dois deputados, situação que o candidato à Comissão Política Distrital de Portalegre do PSD espera que seja também alterada com a proposta de revisão constitucional que o partido apresentou.
“Outro dos pontos previstos na revisão constitucional por parte do PSD é a alteração como são eleitos os deputados. É fundamental para os nossos territórios, porque vamos perdendo pessoas, influência política, para termos outra voz na Assembleia da República que agora não temos”, disse.

HYT // ACL
Lusa

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