O Ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, participou em Tunxi (na província chinesa de Anhui) na cimeira de países vizinhos do Afeganistão, visando debater a próxima fase do chamado “Programa de Vizinhança”, que visa contribuir para a estabilização do país e apoiar o povo afegão.

A situação no Afeganistão é uma questão de segurança e estabilidade para a região e para o mundo, quer pela sua localização no “coração da Ásia”, quer pelo “rescaldo” da guerra afegã e do contra-terrorismo global. Não deve, por isso, ser retirada das preocupações mundiais por causa da crise da Ucrânia. Ao enviar uma delegação de alto nível ao Afeganistão, o governo chinês emite um sinal claro de que a questão afegã continua no topo da actual agenda internacional de paz e segurança e que todas as partes devem assumir as suas responsabilidades e desempenhar um papel construtivo.

Após a retirada precipitada das tropas norte-americanas em Agosto do ano passado, o Afeganistão terminou 20 anos de guerra e iniciou um período crítico de transição do caos para a governação. Por um lado, o governo provisório iniciou a sua actividade procurando o reconhecimento e a aceitação por parte da comunidade internacional. Por outro lado, o “Estado Islâmico” e outros continuam a lançar ataques terroristas frequentes em território afegão. Para além disso, os Estados Unidos “engoliram” cerca de 7 mil milhões de dólares de activos afegãos, deixando as finanças do país em grandes dificuldades para combater a pandemia e melhorar os meios de subsistência da população. De acordo com as agências da ONU, mais de metade dos afegãos enfrentam uma grave crise de segurança alimentar e milhões estão deslocados.

Como vizinho amigável do Afeganistão e membro permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas, a China tem desempenhado o seu papel na reconstrução pacífica do Afeganistão. No ano passado, o Presidente chinês Xi Jinping, participou na cimeira sobre a questão afegã, que reuniu os líderes dos países membros da SCO (Organização de Cooperação de Xangai) e SCSE (Organização do Tratado de Segurança Colectiva)

A China também participou em duas reuniões dos ministros dos negócios estrangeiros dos países vizinhos do Afeganistão e efectuou reuniões com responsáveis do governo provisório afegão em Tianjin (China) e em Doha (Qatar).

Segundo os dirigentes chineses, a posição da China sobre o Afeganistão é clara e inequívoca: “sempre respeitou a independência soberana e a integridade territorial do Afeganistão e apoiou o povo afegão na decisão do seu destino nacional e na escolha do seu próprio caminho de desenvolvimento”.

Ao mesmo tempo, a China espera que o governo provisório afegão continue a “construir uma administração tolerante e estável, cumpra os seus compromissos e tome medidas mais eficazes para combater todas as forças terroristas”.

O governo interino afegão também emitiu sinais importantes para o mundo, através dos seus muitos contactos diplomáticos com a China, incluindo que “não permitirá que nenhum terrorista opere no Afeganistão; que não permitirá que ninguém ou nenhuma instituição utilize o território afegão para tomar medidas contra outros países, incluindo a China; e que, espera participar na iniciativa chinesa denominada ‘Uma Faixa, Uma Rota’, colaborando com muitos outros países envolvidos nesse programa”.

Os dirigentes chineses sublinharam que já “forneceram ao Afeganistão mais de 50 milhões de dólares em cereais, medicamentos e material para enfrentar o Inverno. E que organizaram 36 voos para importação de pinhões do Afeganistão, assim gerando uma receita de 22 milhões de euros para aquele país”. E acrescentam que, “como vizinho próximo, a China acredita que os afegãos devem tomar o controlo do seu destino e que nenhuma força externa pode usar o Afeganistão para proveito próprio”.

Conteúdo Institucional CMG.

Artigo publicado em parceria com a Associação Portuguesa de Imprensa

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