Os contratos dos casinos da Figueira, Lisboa e Estoril foram prolongados face à pandemia. Porém, é hora dos mesmos terminarem o contrato e irem a concurso internacional.

O governo português abriu mão aos casinos para conseguirem recuperar da fragilidade que existiu durante a pandemia. Agora, levam a público um concurso para controlar os centros de operação de grande nome.

Os casinos em Portugal podem assim sofrer uma alteração, visando operadores que estejam interessados em colmatar estes casinos que sofreram um impacto forte durante a pandemia. 

Dois anos depois, as operações do Casino Estoril, que conta com o casino ESC Online, podem sofrer mudanças, assim como os restantes.

Governo prepara futuro dos casinos da Figueira, Lisboa e Estoril

No final deste ano de 2022, mais concretamente a 31 de dezembro, as concessões destes casinos terminam. Por isso, o Governo já se prepara para os últimos procedimentos para lançar a concurso público internacional para os casinos em questão.

As salas de jogo de Estoril e Lisboa, à data, são controladas pelo Estoril Sol e o casino da Figueira, este controlado pelo Amorim Turismo, viram os seus contratos terminar no final de 2020. 

Contudo, fruto da pandemia, o governo foi impedido de lançar concursos, levando o executivo a prolongar até ao final do ano o setor de jogos de fortuna ou azar.

A perda perante a pandemia

Mesmo com os casinos a terem as suas portas praticamente há um ano, a verdade é que os mesmos estão longe de recuperar as perdas existentes, fruto do fecho dos mesmos durante aproximadamente dois anos.

Conforme a SRIJ em 2021, os casinos que operam em Portugal registaram uma queda de 55% das suas receitas, face ao ano de 2019. Olhando a números, foram cerca de 315 milhões de euros, algo que teve uma queda para 157 em 2020 e 141,7 em 2021. Ainda em 2022 os casinos registam perdas de aproximadamente 30%, algo que se torna insustentável para os mesmos.

O Governo ajudou estes casinos com alterações de taxas e pagamentos, mas a verdade é que chegou ao fim este benefício e é hora do mesmo fazer alterações e explorar a indústria de uma forma diferente.

O que pode acontecer na indústria em Portugal

Ainda não é público como o governo de Portugal irá colocar os concursos aos interessados. Poderá cobrar um valor, como leiloar os casinos em questão. Ainda que os operadores citem que os casinos já não são um negócio, a verdade é que haverá empresas interessadas em explorar o mercado português, podendo assim a indústria portuguesa sofrer alterações a curto prazo.

É desconhecido ainda o prazo das futuras concessões que serão levadas a concurso. Na verdade, os casinos levaram os seus últimos concursos em 1999 por parte do Estado, algo que tinha um período de 15 anos. Com compromissos assumidos na União Europeia, o governo terá de lançar mesmo os concursos, onde apenas o Estoril Sol já demonstrou interesse em concorrer à concessão.

A vinda da indústria internacional

Face ao concurso que irá a público ser de teor internacional, é muito provável que as entidades que apostam nos jogos de fortuna ou azar e tenham outros casinos, possam apostar em Portugal. Ainda que apenas se fale de Figueira, Lisboa e Estoril, a verdade é que o Casino da Póvoa, por exemplo, termina o seu contrato em 2025, assim como o de Espinho e os três presentes no Algarve, esses controlados pelo grupo Solverde.

Assim sendo, os únicos casinos que têm mais estofo para um futuro concurso são o de Troia e Chaves, pois só vêm os seus contratos de exploração terminar em dezembro de 2032. Todavia, poderão mesmo ser os casinos de Portugal a procurarem novas explorações na Figueira, Estoril ou Lisboa.

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