Às 10 da manhã de 16 de Abril, a nave espacial tripulada chinesa Shenzhou-13 aterrou com sucesso, trazendo de regresso três astronautas que estiveram seis meses no espaço.

Foi um dia memorável na história dos voos espaciais chineses. Para a China, o regresso Shenzhou-13 foi uma missão bem sucedida para a validação de tecnologias-chave para a estação espacial chinesa, e um passo em frente na realização da iniciativa da ONU “Espaço Global Compartilhado”.

De sublinhar também que quando a nave Shenzhou-12 voltou à Terra, a viagem demorou mais de um dia, enquanto agora a Shenzhou-13 precisou apenas de nove horas para retornar ao planeta. Para além disso, os três astronautas chineses realizaram várias experiências científicas sem precedentes durante a sua estadia no espaço.

Uma semana depois, na Embaixada da China em Washington, os astronautas chineses participaram numa sessão de perguntas e respostas com adolescents americanos, pais e professores, esclarecendo diversos aspectos da sua experiência. Nessa sessão participou também, on line, Elon Musk, CEO da Space Exploration Technologies, que aludiu a “um esforço conjunto para se construir uma civilização auto-sustentável em Marte e outros planetas”, incluindo nesse esforço, a construção da estação espacial chinesa.

No momento em que as pessoas aplaudem o regresso bem sucedido da Shenzhou-13, as autoridades chinesas sublinham que o desenvolvimento da exploração especial tem exigido grande esforço desde que esse objective foi traçado, em 1992. Ao longo destes 30 anos, os cientistas chineses trabalharam intensamente e estabeleceram cooperação internacional com vários países da Europa, com a Rússia e o Japão.

Agora, com o sucesso da missão tripulada Shenzhou-13, entra-se numa nova fase, com a construção de uma grande estação especial, pesando entre 60 e 180 toneladas, a colocar no espaço em permanência.

Poderá tornar-se na única estação espacial em órbita dentro de alguns anos, o que representará não apenas um grande feito tecnológico da China, mas também o início de uma nova fase de exploração conjunta do espaço por toda a Humanidade.

A estação espacial chinesa é a primeira na História aberta a todos os países membros das Nações Unidas. Até ao momento, foram já seleccionados projectos de 17 países para experiências científicas a realizar na referida estação especial.

A Directora do Gabinete das Nações Unidas para os Assuntos Espaciais, Simonetta Di Pepo, comentou que esta abertura da estação espacial da China é um grande exemplo e uma parte importante da iniciativa “Espaço Global Compartilhado”.

Além disso, vários astronautas estrangeiros expressaram também o seu desejo de trabalhar na estação espacial chinesa.

Em 1985, Andy Turnage, director executivo da Associação de Exploradores Espaciais, disse: “Embora não partilhemos uma linguagem comum, partilhamos um objectivo comum, que é explorar o espaço e aplicar os resultados da tecnologia a toda a Terra”. A estação espacial chinesa, aberta ao mundo, tornar-se-á uma “casa comum para toda a Humanidade”.

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