O Ministro dos Negócios Estrangeiros da China, Wang Yi, presidiu à terceira reunião entre os países vizinhos do Afeganistão, que decorreu nos dias 30 e 31 de Março em Tunxi, na província chinesa de Anhui. O chefe da diplomacia chinesa tinha acabado de realizar uma digressão por países asiáticos, incluindo o Afeganistão. Tratou-se da primeira visita chinesa de alto nível desde que o governo provisório afegão assumiu o poder naquele país.

A situação no Afeganistão é uma questão de segurança e estabilidade para a região e para o mundo, da perspectiva da sua localização no “coração da Ásia” ou do “rescaldo” da guerra afegã e do contra-terrorismo global, e não pode ser retirada dos holofotes por causa de acontecimentos como a crise da Ucrânia. Ao enviar uma delegação de alto nível ao Afeganistão, o governo chinês quis dar um sinal claro de que a questão afegã continua no topo da actual agenda internacional de paz e segurança e que todas as partes devem assumir as suas responsabilidades e desempenhar um papel construtivo.

Por um lado, o governo provisório afegão iniciou a sua actividade procurando o reconhecimento e a aceitação por parte da comunidade internacional.

Por outro lado, o Estado islâmico e outros grupos continuam a lançar ataques terroristas frequentes no Afeganistão. Além disso, os Estados Unidos, que originaram a crise afegã, “engoliram” cerca de 7 mil milhões de dólares de activos afegãos, deixando as finanças do país no limite e colocando muitos desafios em termos de combate a epidemias e de melhoria dos meios de subsistência. De acordo com as agências da ONU, mais de metade dos afegãos enfrentam uma grave crise de segurança alimentar e milhões estão deslocados.

Como país vizinho e amigo do Afeganistão e membro permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas, a China tem desempenhado um papel positivo no processo de reconstrução do país.

No ano passado, o presidente chinês, Xi Jinping, participou na cimeira sobre a questão afegã, que reuniu líderes dos países da SCO (Organização para a Cooperação de Xanghai) e da CSCE (Organizaçáo para a Segurança e Cooperação da Europa). A China também participou nas duas reuniões dos Ministros dos Negócios Estrangeiros dos países vizinhos do Afeganistão e encontrou-se com o chefe do governo provisório afegão em Tianjin (China) e Doha (Qatar).

Nestes encontros, o governo provisório do Afeganistão emitiu sinais importantes para o exterior, incluindo a não autorização de atividades terroristas no país e não permitir que qualquer pessoa ou entidade aproveite o território para promover ações hostis contra os outros, incluindo a China. Foi também manifestada a expectativa de desenvolver relações amistosas com todos os países e de participar da iniciativa chinesa designada por “Uma Faixa, Uma Rota”.

A China já ofereceu ao Afeganistão mais de 50 milhões de dólares de ajuda, em alimentos, medicamentos e fornecimentos de Inverno, tendo também organizado 36 voos charter para a importação de pinhões afegãos, assim proporcionando aquele país o equivalente a mais de 20 milhões de euros de receitas.

Em suma, a China está a tomar medidas práticas para ajudar o povo afegão a sair da sua situação difícil e a construir o seu próprio destino.

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