O presidente da Administração Regional de Saúde (ARS) do Alentejo admitiu recorrer à instalação de contentores para permitir o pleno funcionamento das extensões dos centros de saúde, que tiveram de fechar serviços devido à covid-19.
José Robalo foi ouvido na Assembleia da República pela Comissão de Saúde sobre a demora na reabertura de algumas extensões de Saúde no Alentejo, sobre o surto no lar de Reguengos de Monsaraz e sobre o processo de construção do futuro Hospital de Évora.
Sobre as extensões dos centros de Saúde, o presidente da ARS do Alentejo começou por ressalvar que “não houve qualquer encerramento”, mas sim a “suspensão” de atividade, explicando que tal se deveu à “necessidade de mudar alguns circuitos de circulação e de readaptar instalações “de forma a garantir as condições de segurança aos profissionais e utentes”.
José Robalo adiantou que houve necessidade de readaptar oito extensões e que em cinco “existem dificuldades em criar as condições físicas para a sua reabertura”, apontando como solução alternativa a sua transferência para novo local ou a instalação de contentores nas atuais instalações.
“Gostaríamos de já ter retomado a atividade, mas precisamos de garantir que as condições são asseguradas. Em algumas unidades teremos de fazer grandes alterações e adquirir contentores, provavelmente alugar. Isso está em cima da mesa”, apontou.
No final de julho, a Câmara Municipal de Évora aprovou uma moção a exigir à ARS do Alentejo a reabertura urgente das extensões de saúde das freguesias rurais do concelho ainda encerradas, na sequência da pandemia da covid-19.

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