O líder do Turismo do Alentejo e Ribatejo, António Ceia da Silva, anunciou hoje a candidatura à presidência da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) alentejana, assumindo que conta “com todos, independentemente da filiação partidária”.
“Esta é uma candidatura que eu quero que seja completamente independente, ou seja, uma candidatura que quer ter o apoio de todos os autarcas”, disse hoje à agência Lusa o candidato à CCDR do Alentejo.
Ceia da Silva, que é presidente da Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo desde 2008, anunciou oficialmente ser candidato à CCDR numa publicação na sua página na rede social Facebook, acompanhada por uma fotografia em que surge com os presidentes das federações distritais de Portalegre, Évora e Beja do PS.
“Com o sentido de servir a minha terra, com convicção e grande determinação, decidi candidatar-me com enorme orgulho à presidência da CCDR”, pode ler-se na publicação.
No mesmo texto, Ceia da Silva disse ser “muito especial contar com o apoio dos presidentes das Federações do PS de Beja, Évora e Portalegre”, mas assumiu o objetivo de que a candidatura “seja de todos”.
O candidato, de 57 anos, licenciado em Turismo, área em que também tem um mestrado e é atualmente doutorando, no Instituto de Gestão do Ordenamento do Território (IGOT), realçou à Lusa que possui “35 anos de grande experiência pública no Alentejo”.
“Há um conhecimento imenso do território que eu entendi que devia retribuir com esta minha candidatura e este é um projeto por uma região e que pensa no Alentejo como um todo”, argumentou.
Para Ceia da Silva, as CCDR “têm de ter uma filosofia e uma intervenção diferente, têm que ser órgãos de coordenação política regional, que criem dinâmicas regionais e tenham uma forte ligação à componente do desenvolvimento económico da região”.
“E há grandes projetos que temos em conjunto e que estão há anos para serem desenvolvidos”, sendo necessário que “lutemos todos juntos para que possam ser materializados”, defendeu, dando como exemplo “a eletrificação da linha ferroviária até ao Baixo Alentejo, o acesso ao Aeroporto de Beja, a ligação do Poceirão ao Caia ou a ligação à A23”.
A “criação de condições para que jovens quadros se possam fixar na região” e “uma grande ligação à universidade e institutos politécnicos” são outras das prioridades de Ceia da Silva, que, entre outros cargos, já foi deputado à Assembleia da República pelo PS (eleito em 2005) e liderou, entre 1992 e 2008, a federação socialista de Portalegre. 
A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo é presidida, desde 2015, por Roberto Grilo.
O diploma da Assembleia da República que alterou o decreto-lei governamental sobre a orgânica das CCDR, prevendo a eleição indireta dos presidentes e vice-presidentes, em outubro, foi publicado em Diário da República em 16 de agosto.
No caso dos presidentes, a eleição decorrerá por um colégio de autarcas, constituído pelos presidentes das câmaras municipais, presidentes das assembleias municipais, vereadores e deputados municipais, incluindo os presidentes das juntas de freguesia da respetiva área geográfica.
Até agora, os presidentes das cinco CCDR – Norte, Centro, Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo e Algarve – eram nomeados pelo Governo.

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