“O grupo de Makers Alentejanos intitulado de “Do it yourself Évora” uniu esforços com a restante comunidade a nível nacional para produzir material de proteção para os profissionais de saúde.
A grande escassez de recursos obriga todos os profissionais de saúde a chegar ao limite nas regras de higiene e proteção. Todos os médicos e enfermeiros estão todos os dias na linha da frente contra o COVID-19 com falta de material e condições. Máscaras e outras ferramentas de proteção são sempre necessárias para manter o bom funcionamento do hospital e dos seus funcionários. O grupo de Makers chamado “Do it yourself Évora” é uma comunidade de fazedores composta por pessoas das mais variadas profissões e habilitações que unem esforços para criar projetos que melhorem a sociedade e o bem estar das pessoas. Todas estas pessoas partilham os mesmos valores: fazer, partilhar e ajudar. É um grupo informal que não tem dependências de nenhuma instituição, logo tem liberdade para agir rapidamente, criando e executando. O DIYÉvora aceita donativos das pessoas que não podem ajudar diretamente com “as mãos na massa”, e aceita novos membros com conhecimentos e sobretudo com vontade de agir. Na terça-feira já entregaram a primeira caixa de viseiras de proteção no Hospital Espírito Santo de Évora, e estão atualmente a produzir mais, para entregar a quem mais precisa. Se quiser ajudar basta procurar a página do Facebook ou por email: [email protected], e se quiser favor donativos basta aceder ao link: https://ppl.pt/covid19/evora
Incubadora de Évora produz viseiras para profissionais de saúde
O laboratório de fabricação (FabLab) da incubadora de empresas ÉvoraTech, em Évora, está a produzir viseiras de proteção individual para os profissionais de saúde do hospital da cidade enfrentarem a pandemia do novo coronavírus (covid-19).
“Aproveitámos um modelo que já existia na comunidade de ‘makers’ (fazedores) e que foi aprovado por profissionais de saúde e começámos a produzir com a nossa máquina de corte laser”, revelou hoje à agência Lusa Daniel Janeiro, gestor da ÉvoraTech.
Segundo o responsável, a viseira de proteção individual é constituída por um suporte feito em acrílico, que encaixa na cabeça do utilizador, onde é colocada uma folha de acetato, apoiada em quatro pontos.
Daniel Janeiro realçou que “as circunstâncias fizeram com que começassem a surgir ideias” na comunidade de fazedores para ajudar a “mitigar o contágio” de profissionais de saúde com o novo coronavírus.
O gestor da ÉvoraTech contou que o FabLab está a produzir estes equipamentos desde terça-feira, indicando que outros profissionais da região que possuem máquina de corte laser também já iniciaram a produção.
“Quando fizemos o apelo à doação de materiais, nomeadamente placas de acrílico e folhas de acetato, partilhámos o modelo que íamos utilizar também para que outros profissionais o possam utilizar e há alguns que já estão a produzir”, notou.
No FabLab da incubadora de empresas ÉvoraTech e numa empresa da cidade, adiantou, já foram produzidas “120 viseiras”, que deverão ser entregues nos próximos dias no Hospital do Espírito Santo de Évora.
“Vamos continuar a produção enquanto tivermos materiais e houver necessidade”, acrescentou.

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