A GNR identificou três pessoas envolvidas nos incidentes ocorridos hoje no quartel dos bombeiros de Borba, no distrito de Évora, não tendo havido detenções, disse à agência Lusa fonte daquela força de segurança. Segundo a mesma fonte, o processo vai seguir os trâmites normais, através do Ministério Público.Dois bombeiros da corporação de Borba ficaram feridos na madrugada de hoje, tendo um deles sido agredido, numa ocorrência que envolveu a invasão do quartel por um grupo cerca de 20 pessoas, disse o comandante da associação humanitária.Joaquim Branco adiantou à Lusa que os dois bombeiros sofreram ferimentos ligeiros, um por agressão a murro e o outro devido a vidros partidos da porta principal do quartel, tendo sido transportados para o Serviço de Urgência Básica do Centro de Saúde de Estremoz.O comandante da corporação de Borba explicou que “perto das 00:30, um grupo de cerca de 20 pessoas deslocou-se ao corpo de bombeiros para fazer um pedido de socorro para uma vítima inconsciente, que estaria junto ao quartel de bombeiros, que depois se confirmou não corresponder à versão inicial”.”Questionados por um dos bombeiros de serviço se tinham acionado o 112, as pessoas responderam de forma indelicada e agressiva e um dos bombeiros foi agredido com dois murros”, relatou o comandante.Depois, adiantou, “os bombeiros de piquete fecharam a porta de entrada do quartel, tendo os agressores partido o vidro e invadido as instalações, perseguindo os quatro bombeiros que estavam de piquete, que se refugiram em viaturas ou noutras dependências do quartel”.A GNR de Borba, alertada pelos bombeiros, esteve no local a tomar conta da ocorrência, posteriormente com reforço de militares do corpo de intervenção, de acordo com o comandante dos bombeiros.A Federação dos Bombeiros do Distrito de Évora, em comunicado enviado à Lusa, manifestou a sua solidariedade com a corporação de Borba, que na madrugada de hoje, “viu as suas instalações danificadas e os seus bombeiros atacados e agredidos” por um grupo de pessoas, considerando que “esta criminalidade não pode ficar impune”.
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