Os Bandidos do Cante não passaram à final do Festival Eurovisão da CançãoDizem as tabelas, dizem os ecrãs luminosos e os porta-vozes cheios de purpurinas. Mas cá deste lado, em Portugal e no Alentejo, do lado de quem sabe o peso de uma voz cantada sem pressa, o prémio é outro. O cante não nasceu para competir. Nasceu para ecoar, para atravessar planícies, tabernas, despedidas e reencontros. Não vive de algoritmos, não faz piruetas em palco, nem muda de tom para agradar ao instante.