Uma petição, já com mais de 800 assinaturas, defende um sistema de videovigilância no centro histórico de Évora para tentar inverter a alegada sensação de insegurança, enquanto a câmara municipal tem a ideia em estudo.
A videovigilância “é a única solução para inverter a sensação de insegurança e isso está nas mãos da autarquia”, afirmou hoje à agência Lusa a presidente da Associação de Moradores e Amigos do Centro Histórico de Évora (AMACHE), Isabel Saianda.
Promovida por esta associação, a petição pública na Internet, denominada “Videovigilância no centro histórico de Évora”, tinha esta tarde, segundo constatou a Lusa, um total de 806 assinaturas.
Contactado pela Lusa, o presidente da Câmara de Évora, Carlos Pinto de Sá, revelou hoje que o município recebeu, na terça-feira, o estudo que tinha pedido à PSP sobre a videovigilância na cidade, o qual, agora, vai ser analisado pela vereação.
“É um estudo que aponta apenas as áreas da cidade que a Polícia considera passíveis de virem a ter videovigilância” e não apresenta outros dados, como, por exemplo, os custos associados à instalação e funcionamento, salientou.
Neste estudo, adiantou o autarca, “a PSP considera que não há necessidade de haver áreas fora do centro histórico” com videovigilância e, mesmo nesta zona da cidade, a Polícia defende a sua implementação “apenas em algumas áreas”.
“Vou apresentar o estudo à vereação e, provavelmente, depois dar-lhe-emos sequência”, disse, referindo que, “se houver luz verde”, o município vai “fazer o estudo dos custos de investimento e de funcionamento envolvidos na eventual colocação da videovigilância”.
Nas declarações à Lusa, a presidente da AMACHE disse que a associação pretende reunir mais assinaturas, cerca de 2.000, ou seja, metade dos 4.000 habitantes do centro histórico, para então entregar a petição à câmara municipal.
“O nosso propósito é a qualidade de vida no centro histórico e uma das vertentes da qualidade de vida é a segurança”, vincou.
Aludindo a casos de vandalismo, agressões e assaltos que, alegadamente, têm ocorrido na cidade, Isabel Saianda realçou que a resposta do município a essas situações é que “a cidade é segura” e que o Governo “não coloca mais polícias” em Évora.
“Não havendo mais polícias, temos que dar mais olhos aos que há”, vincou.
Já o presidente da Câmara de Évora considerou que, antes de uma decisão da autarquia, tem que ficar “demonstrada a eficácia e o custo/benefício da videovigilância”, admitindo que existem vantagens deste sistema.
“Antes de mais, é dissuasor de determinados comportamentos”, frisou, defendendo, no entanto, que “não resolve os problemas quando, por exemplo, os prevaricadores estão encapuzados ou arranjam formas de as câmaras não os identificarem”.
Pinto de Sá reconheceu ter dúvidas também em relação à privacidade, pois as ruas seriam “vigiadas, naturalmente com a proteção de dados, por parte das forças de segurança”, mas “alguns moradores não iriam achar vantagem nisso”.
“Em alternativa à videovigilância, sou muito mais adepto do policiamento de proximidade. Haver agentes a patrulhar as ruas parece-me muito mais eficaz”, acrescentou.
A Câmara de Évora pediu o estudo à PSP sobre a videovigilância depois de uma proposta apresentada pelos vereadores do PSD ter sido consensualizada por todos os eleitos.
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