A situação de seca fraca aumentou no mês passado na região sul, em contraste com o norte de Portugal continental, naquele que foi o segundo novembro mais quente deste século, segundo o boletim climatológico do IPMA.
De acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), verificou-se um aumento de área de Portugal continental em classe de seca fraca, de 12,8% em outubro para 19,4% em novembro na região sul, abrangendo todo o distrito de Faro, Beja e grande parte do distrito de Setúbal.
Registou-se igualmente um aumento na classe de chuva severa de 1,5% para 16,2% na região norte e grande parte da região centro.
No fim do mês passado, 31,3% do território estava em chuva moderada, 25,9% na classe normal, 19,4% em seca fraca, 16,2% chuva severa e 7,2% em chuva fraca.
O instituto classifica em nove classes o índice meteorológico de seca, que varia entre “chuva extrema” e “seca extrema”.
De acordo com o IPMA, existem quatro tipos de seca: meteorológica, agrícola, hidrológica e socioeconómica.
No que diz respeito à percentagem de água no solo, o instituto precisa que houve um aumento nas regiões do norte, centro e Alto Alentejo, com valores superiores a 80%.
No Baixo Alentejo e Algarve, algumas regiões estavam com valores entre 20 e 40%.
Os dados do boletim indicam que o mês de novembro classificou-se como muito quente em relação à temperatura do ar e normal em relação à precipitação (122,2 milímetros).
O mês passado foi considerado o 9.º mais quente dos últimos 93 anos (mais quente em 1981) e o 2.º mais quente desde 2000.

DD // SB
Lusa

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