O presidente da Comissão Política Distrital de Portalegre do Chega, Júlio Paixão, pediu a demissão do cargo, mas vai continuar como militante do partido, alegando “falta de quórum” da estrutura, disse hoje o próprio em declarações à agência Lusa.
“O principal motivo é por não ter quórum, mais elementos. A mesa [comissão política] já não existe, não tenho já vice-presidentes, embora não tenham apresentado a demissão, afastaram-se”, disse.
Júlio Paixão referiu que enviou já esta semana a carta de demissão para o Chega e que está nesta altura a “aguardar” que o partido liderado por André Ventura “aceite ou não” o seu pedido de demissão do cargo.
Além da falta de quórum, Júlio Paixão explicou que uma parte dos militantes do Chega em Portalegre afastaram-se das atividades desenvolvidas pelo partido por “falta de tempo” e também devido à contratação da antiga deputada do PAN Cristina Rodrigues para a assessoria do grupo parlamentar do Chega.
“Houve grande debandada, quer da parte dos meus colaboradores, que estavam comigo, quer de militantes”, disse.
Contactado pela Lusa, o secretário-geral do Chega, Pedro Pinto, referiu que o partido “agradece” o trabalho desenvolvido por Júlio Paixão nos últimos anos, acrescentando que vão ser convocadas eleições para a distrital de Portalegre “o mais rápido possível”.

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