A Câmara de Portalegre encerrou o castelo da cidade devido ao risco de queda de peças de madeira na via pública, sendo que o monumento foi alvo de uma intervenção superior a dois milhões de euros, entre 2003 e 2006.
Numa nota publicada na página do município na rede social Facebook é explicado que a decisão de encerrar ao público o castelo, classificado como Monumento Nacional, foi aprovada “por unanimidade” na mais recente reunião do executivo municipal.
“Foi aprovado, por unanimidade e com efeitos imediatos, o encerramento do castelo e a proibição do estacionamento em ambos os lados da rua na fachada sul devido ao risco de queda de peças de madeira na via pública”, pode ler-se na nota.
Num conjunto de documentos facultados à agência Lusa pelo município de Portalegre, referentes ao projeto de restruturação do castelo, entre 2003 e 2006, no âmbito do Programa Polis, é mencionado que o monumento, cuja construção ocorreu no reinado de D. Dinis, por volta de 1290, contou com uma intervenção em que foram investidos mais de 1,5 milhões de euros.
Já a intervenção arqueológica que decorreu no mesmo espaço, em 2005, contou com um investimento a rondar os 230 mil euros.

Na Barbacã, pano de muralha que se construiu fora da muralha “primitiva” e funcionava como bastião defensivo em caso de ataque do inimigo, a obra de reabilitação foi desenvolvida entre 2004 e 2006, num investimento superior a 285 mil euros.
Na mesma nota publicada na rede social Facebook, o município de Portalegre sublinha ainda que o castelo é um dos equipamentos “mais visitados” na cidade e foi encerrado para que se possa fazer uma “avaliação” do espaço e o “levantamento dos problemas mais prementes”.
A Câmara de Portalegre quer encontrar uma “abordagem alternativa e uma solução” que dignifique “não só o imóvel, mas a sua nova utilização como peça chave integrante do património municipal histórico e visitável”.
Citada na nota, a presidente da Câmara de Portalegre, Fermelinda Carvalho, indica que o município “vai envidar todos os esforços” para conceber um novo projeto que permita “dignificar” aquele equipamento.
O Castelo de Portalegre é dotado de um piso inferior, um núcleo central com um átrio, uma receção e uma bilheteira.
No piso um, uma sala polivalente funciona com uma galeria de exposições temporárias, ao passo que o piso dois é dedicado a áreas de trabalho.
O último piso, pela vista panorâmica que possui sobre a cidade, tinha espaços dedicados às atividades sociais e de restauração.
O equipamento conta ainda com um anfiteatro para atividades culturais diversas.

HYT // MLS
Lusa

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