Obras de artistas latino-americanos pertencentes à coleção do Museo Extremeño e Iberoamericano de Arte Contemporáneo (MEIAC), de Badajoz, em Espanha, estão expostas em Évora, a partir de hoje, revelou a organização da mostra.
Intitulada “Do outro lado – A coleção iberoamericana do MEIAC”, a exposição vai poder ser visitada pelo público, até 31 de dezembro, no Centro de Arte e Cultura (CAC) da Fundação Eugénio de Almeida (FEA), na cidade alentejana.
A iniciativa resulta de uma parceria entre o MEIAC e a FEA e apresenta uma seleção dos mais representativos trabalhos de artistas latino-americanos, que integram a coleção iberoamericana do museu da Extremadura, considerada “uma das mais importantes do género na Europa”, destacou a organização.
A parceria, explicou a FEA, numa nota de imprensa enviada à agência Lusa, ocorre no âmbito dos 25 anos do MEIAC e permite à fundação “dar continuidade a uma aposta de internacionalização” do seu Centro de Arte e Cultura.
“Assim, através de parcerias internacionais e da colaboração com curadores e artistas estrangeiros, procura oferecer-se mais oportunidades de aproximação do público ao universo da criação artística contemporânea internacional, através da visão e da obra de alguns dos seus protagonistas”, assinalou a FEA.
Desta forma, a exposição apresenta “obras do outro lado da fronteira, que chegaram ao MEIAC desde o outro lado de uma outra fronteira tão física e determinante como um oceano”.
Segundo o curador da mostra, José Ángel Torres Salguero, esta “pretende ser uma reivindicação da arte latino-americana para além dos territórios, enfatizando a sua diversidade antropológica, a sua capacidade de hibridização e miscigenação e a sua crescente universalidade”, numa altura em que “tantas fronteiras se estão a transformar”.
“Os artistas latino-americanos têm sido testemunhas e, ao mesmo tempo, atores da subversão de fronteiras e identidades que antes eram inamovíveis”, disse.
Uma situação que “lhes tem permitido explorar as linguagens, as estéticas e as técnicas que hoje definem a arte contemporânea”, sublinhou.
“Essa é a realidade em que se encontra a arte latino-americana do século XXI, caleidoscópica e em contínua transformação”, disse Torres Salguero, citado no comunicado.
A exposição, que tem entrada livre e pode ser visitada todos os dias, exceto segunda-feira, no primeiro piso do CAC da FEA, integra obras de pintura, escultura, fotografia, serigrafia, instalação e vídeo.
“Do outro lado” inclui trabalhos de artistas oriundos de países como Argentina (Antonio Seguí, Diono Bruzzone, Guillermo Kuitca e Liliana Porter), México (Arturo Elizondo), Uruguai (Carlos Capelán, Martín Sastre) ou Brasil (Daniel Seninse, Eduardo Kac, Mário Cravo Neto e Saint Clair Cemin).
Belize (Francis Alÿs), Cuba (José Bedia, Liset Castillo, Los Carpinteros, Segundo Planes e Marta Pérez Bravo), Filipinas (Manuel Ocampo), Colômbia (Mario Opazo) e Costa Rica (Priscilla Monge) são outros dos países dos artistas representados.
Da América do Norte, nomeadamente dos Estados Unidos, a mostra inclui trabalhos de Andrés Serrano e Ray Smith, enquanto de Espanha, na Europa, estarão expostas obras de Felix Curto e Miguel Rio Branco.
Inaugurado há 25 anos, em Badajoz, o MEIAC mantém “um fortíssimo vínculo com a criação artística de países da América Latina”, sendo esse “um dos seus objetivos programáticos fundamentais”.
O Centro de Arte e Cultura da FEA “é um espaço vocacionado para a promoção de ações artísticas e culturais” que aposta numa “programação multidisciplinar, formativa e inclusiva” através de exposições “com um foco especial na arte contemporânea”, explicou a fundação.

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