O Hospital do Espírito Santo de Évora (HESE) arranca, na segunda-feira, com a construção do seu novo Laboratório de Biologia Molecular do Serviço de Patologia Clínica, num investimento próximo dos 422 mil euros.
Segundo o HESE, em comunicado enviado à agência Lusa, as obras “vão decorrer até ao final de Maio, pelo que está previsto que o laboratório comece a funcionar em Junho”.
Fonte do HESE contactada pela Lusa revelou que o investimento relativo a esta empreitada ronda os “422 mil euros”, com apoios comunitários, que financiam 85% da empreitada, através do programa operacional regional Alentejo 2020.
Os restantes 15% são assegurados pelo Programa de Financiamento Centralizado do Plano de Expansão da Capacidade Laboratorial do SNS para Diagnóstico de SARS-CoV-2, coordenado pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge, acrescentou o HESE.
O novo equipamento “de estrutura modular” ficará situado na entrada do Edifício do Espírito Santo do hospital de Évora, junto ao Serviço de Anatomia Patológica, indicou a unidade hospitalar.
“Neste local estavam três oliveiras, que foram retiradas esta semana pela Câmara de Évora, que irá transplantá-las para outro espaço na cidade”, esclareceu o HESE.
O novo espaço do Serviço de Patologia Clínica do Hospital do Espírito Santo vai ter uma área de 168 metros quadrados.
“É de louvar o esforço e o empenho da equipa de Biologia Molecular do HESE que, ao longo deste último ano, realizou cerca de 100 mil testes em instalações de pequena dimensão e pouco funcionais”, realçou a presidente do conselho de administração, Maria Filomena Mendes.
Testes esses que “permitiram garantir os melhores resultados em condições de qualidade e segurança para os profissionais do HESE e para a população da nossa região”, acrescentou.
O Programa de Financiamento Centralizado do Plano de Expansão da Capacidade Laboratorial do SNS para Diagnóstico de SARS-CoV-2 foi aprovado, em Agosto do ano passado, pelo Ministério da Saúde.
Segundo o HESE, pretende “garantir e reforçar um sistema de vigilância laboratorial dotado de elevada sensibilidade que permita a identificação rápida de casos e de surtos”.
O objetivo passa por “detetar e investigar, precocemente, todos os casos suspeitos de doença covid-19, com uma ação, determinada e eficaz, de contenção para interromper as cadeias de transmissão e limitar a transmissão comunitária”.
“O HESE concorreu a este programa e obteve o financiamento para aumentar e desenvolver o Laboratório de Biologia Molecular com o intuito de aumentar a capacidade de testagem”, explicou.
Trata-se de um “aumento de capacidade” que “é fundamental para o acompanhamento da situação epidemiológica local e regional no pós-confinamento e nos próximos meses e anos”, vincou o HESE.

RRL // ZO
Lusa

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